Teses / Dissertações 2013

 

MESTRADO

Autor: Rosilda Mendes da Silva
Título Original: Avaliação da regeneração hepática com dieta suplementada com ácidos graxos Ômega 3: Estudo experimental em ratos

Introdução: Tem sido relatado que a administração de ácidos graxos ômega 3 desempenha importante papel em cirurgias gastrointestinais e pode proteger hepatócitos através da peroxidação de células do fígado na regeneração hepática via ação de mecanismos anti-oxidantes e anti-inflamatórios pós hepatectomia parcial. Objetivo: Avaliar a regeneração hepática em ratos submetidos à hepatectomia parcial de 60% com e sem a ação de dieta suplementada com ácidos graxos ômega 3 através do estudo ponderal do fígado regenerado, parâmetros laboratoriais da função hepática e estudo histológico. Métodos: Foram utilizados 36 ratos da linhagem Wistar, machos, adultos, pesando entre 195 e 330 gramas distribuídos em grupos controle e ômega 3. Os animais foram submetidos à hepatectomia parcial de 60%, o grupo estudo recebeu suplementação com Omega 3 por gavagem e foram mortos após 24 horas, 72 horas e sete dias. A avaliação de regeneração se deu através da análise de ganho de peso do fígado, resposta da função hepática por exames laboratoriais coletados e estudo histológico por avaliação do número de mitoses em peças do fígado corados com Hematoxilina e Eosina. Resultados:Os grupos suplementados com dieta não tiveram diferença estatística (p>0,05) quanto à evolução dos pesos. A eficácia da administração de ácidos graxos ômega 3 na regeneração hepática pós hepatectomia observou-se que os níveis de GGT apresentaram redução estatisticamente significante (p < 0,05), podendo refletir em regeneração hepática. Quando avaliado o índice mitótico em histologia convencional com Hematoxilina-Eosina, verificou-se que não houve caracterização de interferência positiva ou negativa entre os momentos 24 horas, 72 horas e sete dias.Conclusão: A suplementação com ácidos graxos ômega 3 em ratos submetidos à ressecção hepática a 60% mostrou benefícios relacionados à regeneração do fígado.

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 Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Rosilda+Mendes+da+Silva

 

 

 

Autor: Tamara Rubia Cavalcante Guimarães Coutinho
Título Original: Avaliação da hemostasia após ressecção hepática utilizando eletrocautério e selante de fibrina. Estudo experimental em ratos

Objetivo: Avaliar a hemostasia após ressecção hepática em ratos, utilizando selante de fibrina e Eletrocautério através do estudo macroscópico, microscópico e laboratorial. Método: Foram utilizados 24 ratos da linhagem Wistar que foram submetidos à ressecção hepática de 30%, divididos em dois grupos, contendo 12 animais cada: Grupo Eletrocautério (GE) e Grupo TachoSil® (GT). Estes animais foram aferidos após três dias (seis animais) e após 14 dias. Avaliou-se macroscopicamente, com exames laboratoriais e estudo histológico do fígado recuperado. Resultados: Não houve óbito nos animais submetidos à ressecção hepática em ambos os grupos. Presença de abscesso foi mais prevalente no GE. As aderências foram observadas mais pronunciadas no grupo Eletrocautério tanto em frequência e intensidade, após três dias e no 14º dia. Na análise histológica a angiogênese foi mais acentuada no Grupo TachoSil®. Na análise laboratorial, comparando-se GE e GT, após três dias o hematócrito foi menor no GT. A elevação das enzimas AST e ALT foram mais pronunciadas no GE (p= 0,002 e p=0,004) em três dias. Conclusões: A hemostasia alcançada pelos grupos foi semelhante. Entretanto o GT foi superior quando analisados a formação de aderências, presença de abscessos e elevação das aminotransferases. Na análise histológica, no 3° DPO resultado semelhante foi encontrado nos dois grupos quanto à presença de polimorfonucleares, enquanto que mononucleares foi mais evidente no TachoSil®. Observou-se ainda que a angiogênese embora presente nos dois grupos, foi mais acentuada no GT (p=0,030). Entretanto, no 14° DPO, a angiogênese foi mais pronunciada no GE, mas sem significância estatística.

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 Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Tamara+Rubia+Cavalcante+Guimar%C3%A3es+Coutinho

 

 

Autor: Widlani Sousa Montenegro
Título Original: Avaliação da regeneração hepática por estudo experimental em ratos com o uso de dieta suplementada com L- arginina

Introdução: Conhecera capacidade de regeneração do fígado permitiu inovações terapêuticas no tratamento de doenças hepáticas cirúrgicas. Tem se tentado identificar fatores que possam favorecer os mecanismos desencadeantes desse processo. A administração de aminoácidos, entre eles a L-arginina, tem mostrado efeitos favoráveis na regeneração hepática de animais. Os aspectos de regulação fisiológica da imuno nutrição podem mostrar-se promissores no prognóstico do pós-hepatectomizado, contribuindo de forma significativa no tratamento de doenças do fígado. Objetivo: Avaliar a regeneração hepática em ratos submetidos à hepatectomia parcial de 60% com e sem a ação de dieta suplementada com L – arginina através de: alteração ponderal do fígado regenerado, parâmetros laboratoriais da função hepática e estudo anatomopatológico. Métodos: Foram divididos em dois grupos (controle e L-arginina), 36 ratos da linhagem Wistar, machos, adultos, pesando entre 195 e 330. Os animais foram submetidos à hepatectomia parcial de 60%, foram mortos com 24 h, 72 h e sete dias após operação. O primeiro grupo ou controle receberam ração padrão e administração de soro fisiológico por gavagem. O segundo grupo além da ração padrão recebeu por gavagem suplementação com L-arginina. A avaliação de regeneração se deu por meio de ganho de peso do fígado, avaliado pela fórmula de KWON; por alterações de exames laboratoriais coletados no dia do sacrifício e por avaliação do número de mitoses em peças do fígado corados com hematoxilina e eosina. Resultados: A comparação de regeneração hepática através do peso, utilizando a fórmula de KWON, entre o os grupos controle e L-arginina não mostrou benefício com a suplementação de L-arginina. Ainda na avaliação utilizando o peso nas primeiras 24 horas observou-se efeito significantemente da suplementação da L-arginina (p=0,008) intragrupos. Exames laboratoriais mostraram que em relação à função hepática apenas ALP apresentou-se muito mais aumentada no grupo arginina (p<0,04). Creatinina e ureia estiveram significantemente aumentadas nas primeiras 24 h independente do grupo. Na avaliação de regeneração pelo número de mitoses foi observado que não diferença entre os dois grupos. Nas primeiras 24h o grupo suplementado com L-arginina teve maior número de mitose comparativamente intra grupos (p=0,03). Conclusão: A suplementação de L-arginina em ratos hepatectomizados em 60%, não mostrou benefícios na regeneração do fígado. As primeiras 24 h de pós-operatório em animais suplementados com L-arginina favorecem o ganho ponderal do fígado e proliferação celular quando comparado a tempos superiores.

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 Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25252207

 

 

Autor: Cibelle Ribeiro Guimarães
Título Original: Avaliação da regeneração hepática com dieta suplementada com l-glutamina: Estudo experimental em ratos

Introdução: É bem conhecida a capacidade do fígado de regenerar-se embora o órgão passe de fato por hiperplasia e hipertrofia para recuperar tecido perdido, seja por agressões tóxico medicamentosas, infecciosas, traumáticas ou cirúrgicas. Em humanos a regeneração hepática acontece de forma semelhante aos modelos experimentais, tendo em vista que as hepatectomias são tratamento de escolha para grande parte das doenças benignas e malignas do fígado, cada vez mais surgem estudos experimentais buscando fatores que interferem no processo regenerativo e a L-glutamina é apontada como um deles. Objetivo: Avaliar a regeneração hepática em ratos submetidos à hepatectomia de aproximadamente 60% com e sem suplementação de L-glutamina através de alteração ponderal do fígado regenerado, parâmetros laboratoriais e estudo histológico. Métodos: usamos 36 ratos da linhagem Wistar, machos, adultos, peso entre 195 e 330 gramas, divididos em dois grupos (controle e glutamina). Os animais foram submetidos a hepatectomia de aproximadamente 60%, mortos com 24 h, 72 h e sete dias após operação. O grupo glutamina além de ração padrão recebeu por gavagem suplementação com L-glutamina. A regeneração foi avaliada pelo ganho de peso do fígado usando a fórmula de Kwon, por alterações de exames laboratoriais coletados no dia da morte e por observação do número de mitoses nas lâminas coradas com hematoxilina e eosina. Resultados: Avaliando aumento de massa hepática houve regeneração em ambos os grupos, mas o controle apresentou resultado melhor. Quanto aos exames laboratoriais, houve aumento de AST no grupo glutamina em 72 horas e sete dias, e ainda elevação de bilirrubina indireta em 24 horas. Avaliando entre os grupos, GGT aumentou no controle, enquanto que os valores de albumina se elevaram mais no grupo glutamina. As mitoses celulares, em 72h no grupo glutamina apresentaram aumento significativo. Conclusão: O uso de L-glutamina suplementada em ratos hepatectomizados em 60%, não mostrou benefícios à regeneração. As primeiras 72 h de pós-operatório em animais suplementados com L-glutamina são determinantes para a proliferação celular observada pelo maior número de mitoses.

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 Artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0100-69912014000200117&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

 

 

Autor: Maria Madalena Macedo Pires Ferreira
Título Original: Estudo comparativo da ação de dois agentes hemostáticos em hepatectomia: Pesquisa experimental em ratos

Introdução: O êxito das ressecções hepáticas está diretamente relacionado ao controle do sangramento, à prevenção de complicações intraperitoneais associadas ao sangramento e à redução dos índices de morbimortalidade. Objetivo: Comparar a hemostasia em ratos submetidos à hepatectomia utilizando dois agentes hemostáticos, Gelfoam® eTachoSil®, avaliando através de estudo macroscópico, bioquímico e histológico do fígado pós hepatectomia. Método: Foram submetidos ao estudo 24 ratos (Rattus norvegicus – Wistar) distribuídos aleatoriamente em dois grupos com 12 animais, denominados grupo Gelfoam® e grupo TachoSil®. Cada grupo de 12 animais foi subdividido em dois grupos de seis, segundo o período de avaliação (três e quatorze dias). Os animais foram anestesiados e submetidos à laparotomia para hepatectomia do lobo mediano , utilizando o hemostático preconizado para cada grupo. Em ambos os grupos o hemostático foi colocado na área cruenta do fígado, pressionando-o por dois minutos. A seguir procedeu-se à sintese da parede abdominal. No 3º e 14º dia pós operatorio, seis animais de cada grupo foram submetidos a reoperação. Avaliou-se a cavidade à procura de hematomas, coleções, abscessos, aderências e fístula. Coletou-se o sangue através de punção da veia cava caudal para dosagem de leucócitos, hemoglobina e hematócrito, Aspartato aminotransferase (AST), Alanina aminotransferase (ALT) e Fosfatase alcalina (ALP). Realizou-se hepatectomia total e os segmentos do fígado retirados foram fixados em formol a 10% e encaminhados para análise histológica. Resultado: A hemostasia foi alcançada igualmente nos dois grupos. 100% dos ratos do grupo Gelfoam® apresentaram aderências e no grupo TachoSi®l somente 41,6%; apenas um animal do grupo Gelfoam® apresentou abscesso intraabdominal. O edema no grupo TachoSil® foi maior no segundo período de observação com diferença estatística significante (p<0,05). AST e ALT foram mais elevadas enquanto hematócrito e hemoglobina mostraram-se inferiores no grupo TachoSil®, com diferença estatística significante (p<0,05) comparado ao grupo Gelfoam®. Conclusão: A hemostasia não diferiu entre os grupos. No grupo Gelfoan® houve maior reação inflamatória e infecciosa; no grupo Tachosil® a lesão hepatocelular foi mais intensa.

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Autor: Joenvilly Cardinele Rêgo Oliveira Azevedo
Título Original: Hemostasia após ressecção hepática em ratos utilizando dois agentes hemostáticos: Tachosil® e Surgicel®

Introdução: Apesar dos avanços que reduziram a ocorrência de complicações durante e após intervenções hepáticas, algumas complicações ainda merecem destaque, dentre elas o sangramento, as quais interferem diretamente no prognóstico dos pacientes. Dentre as várias técnicas implementadas visando o controle do sangramento, destacam-se os hemostáticos tópicos que mostram-se eficazes como coadjuvantes para auxiliar na hemostasia. Objetivo: Estudar comparativamente a hemostasia em ratos submetidos à ressecção hepática utilizando dois agentes hemostáticos tópicos, TachoSil® e Surgicel®, avaliando a mortalidade, a bioquímica sanguínea, macroscopia e análise histológica do fígado pós-hepatectomia. Método: 24 ratos Wistar foram separados em dois grupos (n=12) e submetidos à hepatectomia parcial: Grupo Tachosil®: hemostasia com selante de fibrina e Grupo Surgicel®: hemostasia com celulose oxidada. Seis animais de cada grupo foram reoperados no 3°DPO e os outros seis no 14°DPO, para análise laboratorial, exploração da cavidade e avaliação histopatológica do fígado remanescente. Resultados: Não houve morte de animais em ambos os grupos. A macroscopia mostrou que no Grupo TachoSil® houve menor grau de aderência (58,4% Grau 0) , além da ausência de abscesso e coleções, tanto no 3° quanto no 14° DPO. De acordo com a análise laboratorial, os valores dos leucócitos foram mais elevados no Grupo Surgicel®. Em relação aos valores dos hematócritos, evidenciou-se que houve queda no Grupo Surgicel® e elevação no grupo Tachosil®,porém, somente neste último houve diferença significante. Houve aumento da ALT no Grupo Surgicel®, porém sem diferença significante. Na análise histológica dos dias D3 e D14, houve predomínio da fase inflamatória aguda no Grupo Surgicel®, caracterizada pela presença de edema e polimorfonucleares na forma moderada a acentuada. Conclusão: Os resultados referentes à ação hemostática foram semelhantes nos dois grupos pesquisados. Foram encontradas aderências nos dois grupos, com maior predominância no Grupo Surgicel®. Não foi observado abscesso e/ou coleções no Grupo Tachosil®.

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Autor: Marcus Vinícius Wanka
Título Original: Avaliação do uso do fitoterápico Aloe vera em comparação ao uso laser de baixa potência (Hélio-neônio) na cicatrização de feridas em mucosa oral de ratos

INTRODUÇÃO: A cicatrização de feridas é influenciada por vários fatores; os fitoterápicos e os lasers podem atuar de maneira positiva. O primeiro baseia-se na extração de um princípio ativo que desempenhe efetivo papel na cicatrização. Já o uso do laser baseia-se na biomodulação via comprimento de onda, influenciando beneficamente a célula no processo de reparação. OBJETIVO: Verificar e comparar a eficácia do fitoterápico de Aloe vera com o laser de baixa potência na cicatrização de feridas em mucosa oral de ratos. MATERIAL E MÉTODO: Foram usados 30 ratos da linhagem Wistar, nos quais foram feitas duas incisões no vestíbulo oral em ambos os lados no arco maxilar superior, descolamento tecidual, irrigação e sutura. Em 15 destes, experimentou-se, após o procedimento, o fitoterápico Aloe vera, nos demais, laser de baixa frequência. Convencionou-se o lado direito para o controle e o esquerdo para o estudo. No controle foi realizado apenas o procedimento cirúrgico. Cada grupo de 15 animais foi dividido em três subgrupos: os sacrificados 24 horas, 48 horas, e 01 semana após o procedimento, tendo assim 6 subgrupos de animais. A análise microscópica envolveu as variáveis edema, neovascularização, formação de fibrose e reação inflamatória utilizando as colorações Hematoxilia-eosina e Tricrômico de Masson. A análise estatística se fez através do teste binomial e teste exato de Fisher. RESULTADOS: O grupo Aloe vera se mostrou eficaz em diminuir o edema da ferida quando comparados os seus subgrupos 24h versus 48h e 24h versus 1 semana (p=0,048 e p=0,008, respectivamente). Analizada a variável fibrose, o grupo laser se mostrou mais eficaz quando comparados os seus subgrupos 24 horas versus 1 semana, em comparação aos mesmos subgrupos controles e fitoterápico (p=0,048). Outra condição significante encontrada foi uma diminuição do processo inflamatório no subgrupo de 1 semana do grupo laser quando comparado com o mesmo subgrupo do grupo Aloe vera (p=0,048). CONCLUSÃO: Não foram encontrados resultados que suportem o uso da Aloe vera como fitoterápico no processo de cicatrização, já que só houve melhora de edema quando equiparados os subgrupos 24h versus 48h e 24h versus 1 semana. O laser He-Ne se mostrou mais eficaz que o fitoterápico já que apresentou menor fibrose e menor inflamação.

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Autor: Braulio Galdino de Araujo
Título Original: Avaliação da fração diclorometano do extrato hidroalcoolico de Aroeira (Schinus Terebinthifolius Raddi) e do extrato aquoso do mesocarpo do Babaçu (Orbignya phalerata) no processo de cicatrização de feridas em pele de ratos

Introdução: A fração diclorometano do extrato hidroalcoólico do Schinus terebinthifolius Raddi (Aroeira) e o extrato aquoso do mesocarpo de Orbignya phalerata (Babaçu) tem sido usados em estudos experimentais procurando verificar sua ação pró-inflamatória. Objetivo: Analisar através do estudo macroscópico, de planimetria digital e estudo microscópico a ação da fração diclorometano do extrato hidroalcoólico da aroeira e do extrato aquoso do mesocarpo do babaçu na cicatrização de feridas em pele de ratos. Métodos: Foram utilizados 54 ratos Wistar, adultos de peso médio 200 mg. O procedimento experimental constituiu em incisão de 2cm de diâmetro na pele após marcação com punch metálico em região dorsocostal. Os animais foram distribuídos aleatoriamente em três grupos de 18 animais. No grupo controle (Gc) foi utilizado cloreto de sódio a 0,9%. Nos grupos experimentos utilizou-se a fração diclorometano do extrato hidroalcoólico da aroeira (Ga) e o extrato aquoso do mesocarpo do babaçu (Gbç), em uso tópico. Os animais foram mortos em sete, 14 e 21 dias. De cada animal foi retirado fragmento de pele com três centímetros de diâmetro. As áreas das lesões foram analisadas por macroscopia e por planimetria digital, e os segmentos ressecados das feridas, por microscopia ótica em colorações de hematoxilina-eosina, tricômico de Masson e Picrosirius Red. Os dados foram avaliados por meio do programa estatístico IBM SPSS Statistics® 20.0. Em todos os testes o nível de significância (α) foi de 5% (p < 0,05). Resultados: Todos os animais demonstraram cicatrização de pele sem sinais de infecção e hemorragia. Na planimetria digital, a média das áreas do Ga foi menor que do Gbç e estas menores que o Gc no 7°dia com significância, porém no 14° dia o Gb apresentou menor área em relação aos outros grupos, com significância. O estudo histológico demonstrou diferença estatística nas variáveis mononuclear, polimorfonuclear e fibras colágenas no 7° dia. No 14° dia houve significância na proliferação vascular e reepitelização. No 21° dia houve significância na proliferação vascular e reepitelização. Conclusão: Macroscopicamente o Ga apresentou melhor evolução na formação de crostas em relação aos demais grupos, com significância. Na análise planimétrica digital o Gbç demonstrou maior retração cicatricial. No Ga percebeu-se melhor cicatrização quanto a presença de células mononucleares e células polimorfonucleares no 7° dia. No 14° dia o Ga apresentou melhor proliferação fibroblástica e reepitalização. No 21° dia o Ga apresentou-se superior na proliferação vascular e reepitelização.

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Autor: Alberto Rodrigues de Miranda Filho
Título Original: Avaliação do extrato hidroalcóolico de Aroeira (Schinus Terebinthifolius Raddi) e óleo de Andiroba (Carapa Guianensis Aublet) no processo de cicatrização de feridas em pele de ratos

Introdução: A cicatrização é, em geral, uma resposta tecidual a um ferimento (comumente na pele), resultando em uma solução de continuidade do tecido. Trata-se de um processo dinâmico e complexo e no qual o uso dos fitoterápicos tem sido cada vez mais empregados, em especial em lesões de pele. Objetivo: Avaliação da ação do extrato hidroalcoólico de aroeira e do óleo de andiroba na cicatrização de pele de ratos, através do estudo macroscópico, de planimetria digital e microscópico. Método: Foram utilizados 54 ratos da linhagem Wistar submetidos à ressecção de pele de 2 cm de diâmetro, distribuídos em três grupos de 18 animais, denominados: grupo controle (GC), grupo aroeira (GA), grupo andiroba (GD). Cada grupo foi dividido em três subgrupos de seis animais conforme o momento das mortes: sete, 14 e 21 dias e coletados fragmentos das lesões para avaliações macroscópicas e microscópicas. Foi avaliada a presença de hemorragia, crostas e reepitelização, macroscopicamente e através de planimetria digital; microscopicamente, por meio de coloração em Hematoxilina-Eosina e Tricrômico de Masson, analisou-se a presença de polimorfonucleares, mononucleares, proliferação vascular e fibroblástica, colagenização e reepitelização. Resultados: Todos os animais demonstraram boa cicatrização da pele, sem sinais clínicos de infecção, e hemorragia. De acordo com a planimetria, a média das áreas das feridas do GA (0,53cm²) foi menor que do GD (0,71cm²) e estas menores que o GC (0,84cm²) no 7º dia, com diferença estatisticamente significante. O estudo histológico demonstrou diferença estatística nas variáveis polimorfonucleares, mononucleares e proliferação vascular no 7º dia. No 14º dia, constatou-se significância estatística apenas na proliferação fibroblástica; no 21º dia, somente quanto à proliferação vascular. Conclusão: Diante da análise planimétrica, o grupo aroeira foi o que demonstrou maior retração cicatricial. Dentre as análises histológicas, pode-se afirmar que, nos grupos aroeira e andiroba, percebeu-se melhor cicatrização quanto à presença de células polimorfonucleares e mononucleares no 7º dia e quanto à proliferação fibroblástica no 14º dia. Em relação à proliferação vascular, percebeu-se significância apenas no grupo aroeira no 7º dia.

Palavras-chave: Cicatrização, Pele, Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi), Andiroba (Carapa guianensis Aublet).

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 Artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0102-86502006000800004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

 

 

DOUTORADO 

Autor: Fernando Issamu Tabushi
Título Original: Gastrectomia parcial em ratos normaise emratosobesos: estudo comparativo

O objetivo deste trabalho foi estudar comparativamente, de modo prospectivo e randomizado a técnica de sutura em dois planos (total e seromuscular) após gastrectomia parcial em ratos normais e em ratos obesos. Utilizou-se 40 ratos Wistar distribuídos em dois grupos, A e B, de vinte animais cada. O grupo A, recebeu alimentação normal e água. O grupo B, recebeu alimentação normal e uma suplementação de sacarose na água. Quando o grupo B evoluiu com peso estatisticamente maior do que os animais do grupo A, realizou-se o experimento (gastrectomia parcial tipo sleeve) e gastrorrafia em dois planos (total e seromuscular). Os animais de cada grupo foram distribuídos em dois subgrupos de 10 animais. O grupo A, normal, nos subgrupos A1 e A2 e o grupo B, obeso, nos subgrupos B1 e B2. Os animais dos subgrupos A1 e B1, A2 e B2 foram mortos no 7º e 14º dias após a operação respectivamente. Estudou-se a mortalidade, morbidade, complicações atribuíveis à sutura gástrica, dosagens bioquímicas (hemograma, glicemia, uréia, creatinina, TAP, RNI, colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, TGO, TGP, bilirrubina, insulina e albumina), índice de LEE, macroscopia, peso da gordura retroperitoneal e gonadal, microscopia ótica com hematoxilina-eosina e picrosirius-red. Resultados: O grupo obeso atingiu peso estatisticamente maior após 16 semanas, não houve mortalidade ou complicações com repercussões clínicas atribuíveis a morbidade. O grupo obeso apresentou peso estatisticamente maior da gordura gonadal e retroperitoneal. No estudo hematológico a dosagem de glicose, creatinina, tgo, tgp, gama gt, tap, rni, hdl, ldl, triglicerídeos e insulina não houve diferença estatística. Esta diferença foi observada nas dosagens de uréia, albumina, colesterol total e bilirrubina indireta. O estudo da microscopia ótica e do picrisírius-red não mostrou diferença estatística. Concluíu-se que: a) Não houve diferença estatística em relação a evolução e macroscopia.  b) a dosagem de uréia, albumina, colesterol total e bilirrubina apresentou diferença estatística. c) Não houve diferença estatística na avaliação microscópica pela coloração hematoxilina-eosinae picrosirius-redentre os grupos Ae B.d) Apesar de não haver diferença estatística na avaliação dos tipos de colágeno entre os gruposA e B, verificou-se uma tendência do grupo obeso apresentar menos colágeno tipo I e mais colágeno tipo III.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27828603

 

 

Autor: Manoel Lages Castello Branco Netto
Título Original: Avaliação de Schinus Terebinthifolius Raddi (Aroeira) e de Carapa Guianensis Aublet (Andiroba) na cicatrização de feridas em pele de ratos: estudo morfológico e imunológico

Introdução: Historicamente o homem tenta interferir no processo de cicatrização com utilização de produtos vegetais, dentre os quais se encontram a aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) e a andiroba (Carapa guianensis Aublet), com usos bastantes difundidos em nosso meio. No entanto, o emprego de plantas na medicina popular vem ocorrendo de maneira indiscriminada, muitas vezes sem base científica sólida. Objetivo: O objetivo deste estudo, realizado no Laboratório de Cirurgia Experimental da Universidade Federal do Maranhão, foi avaliar o efeito cicatrizante da administração tópica da fração diclorometano do extrato hidroalcoólico de aroeira e do óleo de andiroba em feridas abertas na região dorsocostal de ratos. Método: 54 ratos Wistar, foram divididos em 3 grupos de 18 animais: o grupo aroeira, que recebeu aplicação da fração diclorometano do extrato hidroalcoólico de aroeira; o grupo andiroba, que recebeu aplicação do óleo; e o grupo controle, que recebeu aplicação de solução salina. Cada grupo foi dividido em 3 subgrupos de 6 animais conforme o período de observação, aos 7, 14 ou 21 dias. De cada animal foi retirado fragmento de pele com 2 centímetros de diâmetro. As áreas das lesões foram analisadas por macroscopia e por planimetria digital; e os segmentos ressecados das feridas, por microscopia ótica em colorações de hematoxilina-eosina e picrosirius red; e avaliação imunológica das citocinas IL-1, IL-4 e TNF. Os resultados foram analisados pelo programa estatístico IBM SPSS Statistics®20.0. Resultados: Nos achados macroscópicos a reepitelização não apresentou diferenças entre os grupos. Pela planimetria digital as áreas médias das feridas dos ratos do grupo aroeira (0,28 cm2) foram menores que as dos ratos dos grupos andiroba e controle, que foram iguais (0,34 cm2 ), com significância estatística aos 7 dias de pós-operatório (p=0,025). Em estudos histológicos ocorreram diferenças nas variáveis polimorfonucleares, mononucleares e proliferação vascular no 7º dia; proliferação fibroblástica favorável aos grupos aroeira e andiroba no 14º dia; e proliferação vascular presente somente no grupo aroeira no 21º dia de avaliação. A análise da densidade dos colágenos jovens e maduros não demonstrou diferenças entre os grupos em nenhum momento da avaliação. Pelo estudo das citocinas IL-1, IL-4 e TNF os três grupos apresentaram resultados semelhantes em todos os tempos das análises. Conclusões: Concluiu-se que as áreas médias das feridas dos ratos tratadas com aroeira foram significantemente menores que as dos tratados com andiroba, que também foram menores que as dos tratados com solução salina; a proliferação fibroblástica foi favorável aos grupos aroeira e andiroba; e não ocorreram diferenças significantes entre os grupos em relação a densidade de colágenos e na análise das citocinas, nos 3 tempos de avaliação.

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