Teses / Dissertações 2014

 

MESTRADO

Autor: Christian Lamar Scheibe
Título Original: Efeito de Schinus terebinthifolius Raddi (Aroeira) e Orbignya phalerata Mart. (Babaçu) na cicatrização de cecorrafias em ratos

Introdução: A cicatrização consiste em uma perfeita e coordenada cascata de eventos (fases) celulares e moleculares interagindo com o objetivo de restaurar o tecido lesado. A aplicação de plantas medicinais na cicatrização de lesões de ceco, assim como outros tecidos e órgãos, tem sido demonstrada em vários estudos experimentais. Objetivo: Avaliar o efeito de Schinus terebinthifolius Raddi (aroeira) e Orbignya phalerata Mart. (babaçu) na cicatrização de cecorrafias em ratos. Material e Método: Foram utilizados 54 ratos, adultos, machos, distribuídos aleatoriamente em três grupos: aroeira, babaçu e controle, os quais foram divididos em três subgrupos de seis animais conforme o momento da morte (sete, 14 e 21 dias). Todos foram submetidos ao mesmo procedimento: cecotomia e cecorrafia; os animais do grupo aroeira receberam dose diária de 100 mg/kg do extrato hidroalcoólico e do grupo babaçu 50 mg/kg do extrato aquoso, via gavagem, enquanto o grupo controle recebeu solução salina isotônica. Os parâmetros avaliados foram: alterações macroscópicas, teste de resistência à insuflação de ar atmosférico e alterações histológicas. Em todos os testes o nível de significância (α) foi de 5%. Resultados: Todos os animais demonstraram boa cicatrização, sem infecção. Todos os grupos apresentaram aderências entre ceco e órgãos vizinhos. O teste de ruptura à insuflação de ar atmosférico mostrou aumento progressivo das médias de pressão de acordo com os dias no grupo aroeira e diminuição no grupo babaçu, sem revelar diferença significante. Em relação à microscopia, houve diferença significante nas variáveis histológicas polimorfonucleares, congestão, angiogênese, proliferação fibroblástica e colágeno no 14º dia. Conclusão: Diante da análise macroscópica, os grupos aroeira e babaçu, não favoreceram o processo cicatricial. Em relação à análise tensiométrica, quanto ao local de ruptura, o grupo aroeira no 21º dia, apresentou melhor cicatrização. Dentre as análises histológicas, pôde-se inferir que no 14º dia o grupo babaçu apresentou melhor cicatrização nas variáveis polimorfonuclear e congestão (processo inflamatório agudo) e o grupo aroeira nas variáveis angiogênese, proliferação fibroblástica e colágeno (processo inflamatório crônico).

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 Artigo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27355748

 

 

 

Autor: Letícia Elizabeth Augustin Czeczko Rutz
Título Original: Correlação entre a endoscopia digestiva alta pré e pós-operatória em pacientes submetidos a Bypass gastrojejunal em Y de Roux

Introdução: A obesidade é uma comorbidade crescente em todo mundo e acarreta em aumento expressivo de morbimortalidades. O tratamento cirúrgico é realizado rotineiramente e dispõe-se de várias técnicas que induzem o emagrecimento dos pacientes. Objetivos: Avaliar-se uma amostra de pacientes obesos submetidos a bypass gastrojejunal em Y de Roux estudando-se: o sexo, a idade, o índice de massa corpórea, o diabetes mellitus tipo 2 ou tolerância à glicose diminuída e a dislipidemia no pré-operatório e correlacionar os achados pré e pós-operatórios das endoscopias digestivas altas. Casuística e Método: Foi realizado um estudo retrospectivo, pareado no qual foram avaliados 110 pacientes submetidos a bypass gastrojejunal em Y de Roux no período pré e pós operatório. Os critérios de inclusão foram: indicação formal a cirurgia bariátrica, possuir endoscopia digestiva alta pré e pós-operatória. Os critérios de exclusão foram: pacientes submetidos a cirurgia bariátrica prévia, submetidos a outros tipos de cirurgia bariátrica, que não possuíssem endoscopia digestiva alta, pré e pós-operatória. As endoscopias foram realizadas rotineiramente no pré-operatório e eram requisitadas  no pós-operatório quando houvesse sintomas ou com um ano de pós-operatório nos pacientes assintomáticos. As variáveis epidemiológicas estudadas formam: sexo, idade, índice de massa corpórea, o diabetes mellitus tipo 2 ou tolerância à glicose diminuída e a dislipidemia no pré-operatório. Resultados: O sexo feminino foi prevalente em 73,6% da amostra, sendo a idade média de 37,3 anos, o índice de massa corpórea de 40,3 Kg/m2. O diabetes mellitus tipo 2 ou tolerância à glicose diminuída foi diagnosticada em 38,2% (n=42) dos pacientes e a dislipidemia foi encontrada em 53,6% (n=59) dos pacientes. A endoscopia digestiva alta pré-operatória foi normal em 26,4% (n=29) pacientes, dentre as alterações endoscópicas encontradas a hérnia de hiato foi a mais prevalente com 32,7% (n=36) da amostra, seguida pela gastrite não erosiva 27,3% (n=30). A endoscopia digestiva alta pós-operatória foi normal em 40,9% (n=45) dos pacientes, e dentre as alterações a estenose foi a mais prevalente em 35,5% (n=39) da amostra, seguida da úlcera marginal com 8,2% (n=9). Correlacionando as endoscopias pré e pós-operatórias encontrou-se uma redução de 100% das hérnias de hiato e 88% das esofagites. Correlacionou-se a estenose de anatomose com variáveis pré operatórias: cidade, sexo, índice de massa corpórea, dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2 ou tolerância à glicose diminuída, esofagite erosiva, esofagite não erosiva, gastrite erosiva, gastrite não erosiva. Não houve relação estatatisticamente significante. Conclusões: A idade média é de 37,3 anos, sendo a maioria mulheres, o índice de massa corpórea 40,3 kg/m2, diabete diabetes mellitus tipo 2 ou tolerância à glicose diminuída  em 38,2% e com dislipidemia em 53,6%. A correlação entre os achados pré e pós-operatórios das endoscopias digestivas altas indicou a diminuição significante no pós-operatório de hérnia hiatal, esofagite erosiva, esofagite não erosiva, gastrite erosiva e gastrite não erosiva e a estenose da anastomose gastrojejunal foi a complicação pós-operatória mais prevalente sem correlação com as variáveis pré-operatórias estudadas.

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 Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27120737

 

 

Autor: Paola Zarur Varella
Título Original: Estudo de telas contaminadas na correção de defeito na parede abdominal ventral de ratos Wistar

Introdução: A hérnia incisional é uma complicação freqüente das cirurgias abdominais. O tratamento cirúrgico apresenta índices razoáveis de recidiva. O uso de próteses é consenso na literatura. O que não está definido é qual a melhor prótese para se utilizar em sítios cirúrgicos contaminados. Objetivo: Determinar se há diferença entre as telas de Marlex® e Dynamesh PP-light® na correção de defeito de parede abdominal de ratos Wistar, em sítio cirúrgico contaminado. Material e Método: 28 ratos Wistar foram divididos em dois grupos de 14 animais e quatro subgrupos de 7 animais, submetidos à eutanásia no 7º e 14º dia para avaliação. Todos os subgrupos foram submetidos a procedimento cirúrgico semelhante, com produção de defeito na parede abdominal ventral, mantendo a integridade do peritônio parietal. Um subgrupo recebeu a tela de Marlex® e o outro a tela Dynamesh PP-light® para a correção do defeito. Antes de serem implantadas, as telas passaram por um processo de contaminação, no qual utilizou-se uma solução padrão contendo 10⁸ UFC de Escherichia coli. Fragmentos da parede abdominal dos animais foram submetidos à análise macroscópica, microscópica e microbiológica. Resultados: em cada um dos subgrupos Marlex-7 e Dynamesh-7, um animal apresentou necrose de ferida operatória, um abscesso e dois seromas. No subgrupo Marlex-14 ocorreu um abscesso e no subgrupo Dynamesh-14, uma deiscência de ferida operatória e um abscesso. Não houve significância estatística na análise das variáveis macroscópicas. O escore do processo inflamatório foi acentuado em todos os subgrupos. A reação tipo corpo estranho foi leve em todos os subgrupos, exceto o Dynamesh-14 que foi moderada, sem significância estatística. A análise microbiológica das telas também foi semelhante entre os subgrupos, com p = 1. Conclusão: Não houve diferença entre as telas de Marlex® e Dynamesh PP-light® na correção de defeito na parede abdominal ventral de ratos Wistar, em sítio cirúrgico contaminado.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27828602

 

 

Autor: Liz Ribeiro Wallim
Título Original: Estudo sobre a integridade da pele aparentemente sadia de pacientes com lúpus eritematoso. Papel da lectina ligadora de manose

Introdução: Tanto a disfunção da lectina ligadora de manose (MBL) sérica como o seu depósito em tecidos alvos têm sido associados à predisposição ao lúpus eritematoso sistêmico (LES) e à atividade da doença. Alguns estudos encontraram depósitos de MBL nos glomérulos de pacientes com nefrite lúpica, porém, não há estudos investigando a participação da MBL nas manifestações cutâneas da doença. Objetivo: Estudar a presença dos depósitos de frações do complemento e MBL em pele afetada e em pele aparentemente íntegra de pacientes com LES e LED (lúpus discoide). Casuística e métodos: Biópsias de pele com lesão e sem lesão de 4 pacientes com LED e 10 pacientes com LES foram submetidas à estudos histológicos com imunofluorescência para pesquisa de IgG, IgA, IgM, C3, C4, C1q, C5b-9 e MBL. Os prontuários dos pacientes incluídos foram revisados em busca de dados demográficos, clínicos e laboratoriais. Pacientes com LES tiveram a atividade de doença avaliada na mesma data da biópsia pelo score SLEDAI. Resultados: MBL foi encontrado apenas nas biópsias de pele lesional dos pacientes com LES, sendo mais evidentes e naqueles com maior atividade de doença. Depósitos de C5b-9 foram encontrados nas paredes de vasos apenas em pacientes com LES (70%), sendo mais marcante naqueles pacientes com doença renal. Conclusões: Depósitos de MBL foram encontrados na pele com lesão de pacientes com lúpus sistêmico, mas não na pele aparentemente íntegra de pacientes com LES nem nas biópsias de pacientes com LED.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=liz+ribeiro+wallim

 

 

Autor: Luis Eduardo Durães Barboza
Título Original: Ressecção transuretral com eletrocautério monopolar (RTUP) versus enucleação da próstata com Holmium laser (HOLEP): avaliação das alterações tissulares cicatriciais

INTRODUÇÃO: Hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma das doenças mais frequentes em homens. Várias formas de tratamento cirúrgico foram desenvolvidas. A ressecção endoscópica da próstata mantém-se como padrão-ouro e a enucleação com Holmium laser apresenta-se como alternativa de menor morbidade. OBJETIVO: Avaliar as caraterísticas cicatriciais, eficácia e a aplicabilidade da enucleção prostática com Holmium laser (HoLEP), comparando-a com a ressecção transuretral por cautério monopolar (RTUp). CASUÍSTICA E MÉTODO: Foram selecionados pacientes com indicação de tratamento cirúrgico para HPB. Ambos os procedimentos foram explicados e o paciente consentia em participar do estudo e escolhia qual procedimento seria realizado, HoLEP ou RTUp. Durante o internamento eram coletados: dados demográficos (idade, data de nascimento e dados da internação), dados clínicos gerais, escore de sintomas (IPSS), pico de fluxo urinário, tamanho da glândula, resíduo pós-miccional, volume globular e PSA total. No ato operatório eram anotados: tempo cirúrgico, tempo de morcelamento (nos casos de HoLEP), presença de lesão vesical ou intercorrências. Na sequência eram coletados volume globular e sódio no primeiro dia de pós-operatório, também se observava o tempo de permanência com sonda vesical e o tempo de internamento. Após 90 dias havia nova avaliação do pico de fluxo urinário e também do escore de sintomas. A análise estatística foi realizada em parte pelo programa Sinpe® e também por uma equipe profissional. RESULTADOS: No período de junho de 2011 até maio de 2012 foram operados 20 pacientes no grupo HoLEP e 21 no grupo RTUp. O pico de fluxo urinário (8 ml/s em ambos os grupos) e o IPSS pré-operatório (22 no grupo HoLEP e 20 no RTUp) foram muito semelhantes. O tempo operatório médio foi 85 minutos no grupo HoLEP e 60 na RTUp, p<0,05. O internamento hospitalar foi 47 horas para o grupo de HoLEP e 48 horas para o grupo de RTUp, p<0,05. Na avaliação em 90 dias o fluxo urinário aumentou para 21,5 ml/s no grupo HoLEP e para 20 ml/s no grupo RTUp e a mediana do escore de sintomas reduziu para três em ambos os grupos. CONCLUSÃO: HoLEP é técnica eficaz no tratamento da HPB e produz resultados - em termos de cicatrização, efetividade e exequibilidade - comparáveis à RTUp.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Luis+Eduardo+Dur%C3%A3es+Barboza

 

 

Autor: Adham do Amaral e Castro
Título Original: Utilização da ultrassonografia para estudo da prevalência da síndrome do túnel do carpo antes e após o tratamento cirúrgico bariátrico

INTRODUÇÃO: A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de aprisionamento mais comum, sendo a obesidade um importante fator de risco. Embora com diagnóstico predominantemente clínico, a ultrassonografia (US) é uma importante ferramenta diagnóstica neste contexto, destacando-se por sua rapidez e baixo custo. O cálculo da área da secção transversa do nervo mediano (ANM) é o critério mais importante ao se utilizar a US. OBJETIVOS: Estudar a prevalência de STC em pacientes com indicação à cirurgia bariátrica e compará-la com a da população não obesa. Estudar a influência do tratamento cirúrgico bariátrico na prevalência da STC. METODOLOGIA: O estudo foi realizado no ambulatório de cirurgia bariátrica e metabólica e no serviço de diagnóstico por imagem do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Foram estudados 3 grupos de indivíduos: pacientes com indicação à cirurgia bariátrica (pré-operatório); pacientes já submetidos à derivação gastrojejunal em Y de Roux (pós operatório); grupo controle (indivíduos não obesos). Dos 3 grupos foram coletados dados demográficos, antropométricos, comorbidades, dados clínicos referentes à STC (dor e parestesia na distribuição do nervo mediano, manobras de Tinel e Phalen). Também foi aplicado o Boston Carpal Tunnel Questionnaire (BCTQ), que se constitui em um questionário específico na avaliação da STC. Foi realizada a US dos punhos, sendo considerado o diagnóstico da STC quando a ANM era maior ou igual a 9mm2. RESULTADOS: participaram do estudo 329 pessoas, sendo 114 pacientes do grupo pré-operatório, 90 do pós-operatório e 125 controles. Observou-se maior prevalência da STC diagnosticada pela US entre o grupo pré-operatório e o controle (p<0,00001), não havendo diferença significativa entre o grupo pré e pós operatório. Entre os indivíduos que realizavam trabalhos não manuais observou-se diferença significativa entre os grupos pré e pós operatório (p=0,05). Houve associação entre dias de pós-operatório e valor da ANM (p=0,014) e entre dias de pós-operatório e presença de STC (p=0,03). CONCLUSÃO: Houve maior prevalência de STC entre indivíduos do grupo pré-operatório em relação ao controle. Não se observou diferença significativa desta prevalência, quando se comparou o grupo pré e pós-operatório.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25742409

 

 

 

Autor: Sebastião Vieira de Morais
Título Original: Modelo de osteoartrite induzida por monoiodoacetato de sódio intra-articular em joelho de ratos

Introdução: a osteoartrite é a doença crônica mais comum em pacientes idosos. Ocorre um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção dos componentes da articulação, o sintoma mais comum é a dor. Atualmente o tratamento desta doença é limitado ao uso de analgésicos. No campo experimental do estudo da dor na osteoartrite usando animais como modelo tem levado a grandes frustrações, pois enormes ganhos de conhecimentos da ciência obtidos com experimentos em animais não levam ao desenvolvimento de novos compostos clínicos eficazes. O monoiodoacetato de sódio quando injetado intra-articular inibe a glicólise e destrói os condrócitos, por isto já vem sendo usado como modelo experimental, reproduzindo as características da osteoartrite humana. Objetivos: estudar um modelo experimental de osteoartrite em joelhos de ratos através da indução intra-articular do monoiodoacetato de sódio, avaliando-se: a incapacidade articular e dolorosa através de testes clínicos, as alterações radiológicas da articulação do joelho que ocorrem durante o desenvolvimento da osteoartrite e alterações microscópicas da membrana sinovial. Material e método: foram avaliados 48 ratos divididos em dois grupos aleatoriamente, após anestesia geral, o primeiro grupo de animais recebeu soro fisiológico 0,9% na articulação e serviu como controle. O outro foi submetido à osteoartrite experimental no joelho direito com indução intra-articular de monoiodoacetato de sódio. Todos os animais foram submetidos a testes comparativos de deambulação forçada, incapacidade articular e alodínea táctil no dia 1 do experimento. Após indução da osteoartrite foram subdivididos em subgrupos de 6. Os testes foram repetidos nos dias: 7, 14, 21 e 28 e nestes mesmos dias sofreram eutanásia sendo ainda submetidos a estudo radiográfico das articulações do joelho, artrotomia e coleta da membrana sinovial para estudo microscópico. Resultados: os animais que receberam monoiodoacetato de sódio intra-articular, quando submetidos a testes clínicos, apresentaram diferenças significantes quando comparados ao grupo controle nos dia 7 e 14 no Rotarod, nas últimas duas semanas apresentaram marchas semelhantes. Nos testes Weight Bearing e Von Frey tiveram alterações comportamentais dolorosas significantes em todos os dias que foram avaliados. Na avaliação radiológica, após o 14º dia apresentaram alterações osteoartríticas importantes com diferença significante. O exame microscópico da membrana sinovial mostrou alterações de caráter inflamatório em todas as fases. Conclusões: O monoiodoacetato de sódio injetado intra-articularmente no joelho de ratos provoca osteoartrite, evoluindo com: alterações de movimentos da articulação (testes Rotarod e Weight Bering) e da alodínea táctil (teste de Von Frey) nas etapas avaliadas; degeneração radiologicamente significante e progressiva a partir da segunda semana e reação inflamatória microscópica da membrana sinovial em todo o período avaliado.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27982265

 

 

Autor: Cícero Evandro Soares Silva
Título Original: Efeito de Carapa Guianensis Aublet (Andiroba) e Orbignya Phalerata (Babaçu) na cicatrização de colorrafias em ratos

Introdução: A cicatrização é um evento fisiológico complexo que visa restabelecer a integridade morfológica e funcional da qualquer tecido ou órgão lesado. O uso dos fitoterápicos na cicatrização de feridas tem sido estimulado pela necessidade de encontrar novas substâncias que desempenhem efetivo papel na reparação cirúrgica, destacando-se a Orbignya phalerata (Babaçu) e a Carapa guianensis Aublet (Andiroba). Objetivo: Avaliar o efeito cicatrizante do extrato aquoso do babaçu e do óleo de andiroba em feridas abertas no ceco de ratos. Método: 54 ratos Wistar, foram divididos em 3 grupos de 18 animais: o grupo babaçu, que recebeu aplicação do extrato aquoso de babaçu; o grupo andiroba, que recebeu aplicação do óleo; e o grupo controle, que recebeu aplicação de solução salina, todos por gavagem. Cada grupo foi dividido em 3 subgrupos de 6 animais conforme o período de observação, aos 7, 14 ou 21 dias. De cada animal foi retirado fragmento do ceco com 1.5 cm² de diâmetro. As áreas das lesões foram analisadas por macroscopia e os segmentos ressecados das feridas, por microscopia ótica em colorações de hematoxilina-eosina e tricomio de Masson Os resultados foram analisados pelo programa estatístico IBM SPSS Statistics®20.0. Resultados: Foi verificada a abscesso e infecção em dois animais do grupo andiroba, e um com hematoma. Quanto ao grau de aderências, o grupo babaçu teve maior incidência de aderências grau II, enquanto que no grupo controle e andiroba predominaram aderências grau I. Na análise microscópica, no 7º dia a proliferação fibroblástica foi maior no grupo andiroba e menor no grupo babaçu (p=0,028). No 14º dia os polimorfonucleares foram menos acentuados no grupo babaçu (p=0,007). Quanto ao teste de resistência à insuflação de ar atmosférico observou-se que o grupo andiroba em qualquer dos dias avaliados apresentou maior tensão. Quanto à colagenização, no 7º dia ela esteve presente em 100% dos animais do grupo andiroba. No 14º dia foi mais acentuada no grupo controle e no 21º dia resultados semelhantes para o grupo controle e andiroba.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=C%C3%ADcero+Evandro+Soares+Silva

 

 

Autor: Claudio Luciano Franck
Título Original: Avaliação da intensidade de fibrose e da neovascularização em cicatrizações por segunda intenção em dorso de ratos com enxerto de gordura humana

INTRODUÇÃO: A lesão tecidual cutânea desencadeia uma sequência espontânea de eventos fisiológicos e bioquímicos, que tem a intenção de recuperar a integridade orgânica e promover regeneração tecidual regido pelas etapas do processo cicatricial, as quais foram sistematizadas em fases inflamatória, fibroblástica e de remodelamento. Diversos fatores motivadores levam à cronicidade cicatricial e geram sérios danos ao organismo, além de prejuízos sociais, que determinam uma busca continua por métodos eficazes que promovam a recuperação das feridas. OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo verificara intensidade de fibrose e a neovascularização em processos cicatriciais resolvidos por segunda intenção, em ratos submetidos à xeno enxertia de gordura humana pelo método histoquímico Picrosirius e imuno-histoquímicoCD34. MATERIAL E MÉTODO: Neste estudo utilizou-se quarenta ratos Wistar, divididos em igual número no grupo controle (GC) e no grupo experimento (GE).Os ratos dos dois grupos, sob anestesia geral, foram submetidos a uma incisão longitudinal de três centímetros em seu dorso, a dois centímetros da linha média para o lado direito, que atingiram a profundidade máxima da derme. As incisões sofreram um descolamento bilateral da pele e do subcutâneo de um centímetro para que os bordos permanecessem afastados no início do processo cicatricial. Após dez dias, novamente anestesiados, somente os vinte animais do GE foram submetidos à injeção de três mililitros de gordura humana de cantada, abaixo do tecido cicatricial. Após 30 dias da realização das incisões cirúrgicas, os dois grupos foram sacrificados para a ressecção das amostras cicatriciais. O tecido cicatricial foi preparado para avaliação microscópica pela coloração Picrossirius, para avaliar a diferença entre os grupos na intensidade de fibrose, e pelo método imuno-histoquímico CD34, para avaliar a diferençada neovascularização entre os grupos. O resultado da microscopia das amostras do GC e do GE, foram descritas pelas variáveis discreta/moderada ou moderada/acentuada pelo teste de Fisher ou pela avaliação das variáveis ordinais utilizando-se do teste não-paramétrico de Mann-Whitney. RESULTADOS: As considerações da avaliação microscópica dos grupos em relação à intensidade de fibrose pela coloração Picrosirius, encontrou no GC40%de fibrose discreta/moderadacontra 70% no GE, todavia não evidenciou significância estatística pelo teste de Fisher (p=0111), em contra partida para a mesma amostragem, o teste de Mann-Whitney revelou a significância estatística(p=0,009). Com relação à neovascularização, o CD34encontrou 20% do GC com neovascularização moderada/acentuada, contra 75% no GE, que demostrou significância estatística tanto no teste de Mann-Whitney (p=0,001) como no teste de Fisher (p=0,001).CONCLUSÕES: Na avaliação do Picrosirius, revelou que no GE em comparação ao GC ao trigésimo dia da cicatrização, houve uma menor intensidade de fibrose, com significância estatística pelo método quantitativo, mas sem significância pelo método qualitativo. Na avaliação doCD34,demonstrou que no GE em comparação ao GC ao trigésimo dia da cicatrização, houve um aumento da neovascularização, com significância estatística pelo método quantitativo e pelo método qualitativo.

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Autor: Giuliano Peixoto Campelo
Título Original: Efeito de Schinus Terebinthifolius Raddi (Aroeira) e Carapa Guianensis Aublet (Andiroba) no processo de cicatrização de cecorrafia em ratos

Introdução: A cicatrização constitui um fenômeno complexo. Uma reparação tecidual inadequada nas cirurgias intestinais pode levar a complicações graves, o que requer estudos de substâncias que melhorem esse processo. Objetivo: Avaliar o efeito cicatrizante em cecorrafia de ratos do extrato hidroalcóolico da aroeira e do óleo de andiroba. Material e Método: Foram utilizados 54 ratos da linhagem Wistar, submetidos à cecorrafia, distribuídos em três grupos de 18 animais, denominados: grupos controle, aroeira e andiroba. Cada grupo foi dividido em três subgrupos de seis animais conforme o momento das mortes: sete, 14 e 21 dias, sendo então submetidos a análises macroscópicas, teste de resistência a insuflação e avaliação microscópica. Na macroscopia foram avaliadas a presença de infecção, deiscência, abscesso, fístula, hematoma e aderência; através do teste de resistência a insuflação foi verificada a pressão de ruptura do ceco; e microscopicamente, utilizando as colorações de Hematoxilina-Eosina (HE) e Tricrômico de Masson (TM), foi analisada a presença de infiltrados inflamatórios agudos e crônicos, bem como a densidade do colágeno. O nível de significância estatística (α) utilizado em todos os testes foi de 5% (p < 0,05). Resultados: Todos os animais apresentaram boa evolução pós-operatória, com cicatrização da parede abdominal e do ceco adequadas, com apenas um caso de deiscência parcial de pele e dois casos de infecção restrita a parede abdominal, representadas por abscessos de tecido subcutâneo. Apenas quatro animais não apresentaram formação de aderências. Pelo teste de resistência a insuflação, as médias das pressões de ruptura no 7º e 21º dias foram maiores no grupo aroeira e no 14º dia no grupo andiroba (p>0,05). O estudo histológico demonstrou diferença estatística favorecendo os grupos testados nas variáveis congestão vascular no 14º dia e presença de mononucleares no 7º dia. Conclusão: As avaliações macroscópica e tensiométrica não mostraram favorecimento da reparação tecidual nos grupos estudados. Os animais do grupo aroeira e andiroba apresentaram melhor cicatrização do ceco, relacionada a existência de uma menor congestão no 14º dia e maior presença de mononucleares no 7º dia pós-operatório.

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Autor: Klayton Henrique Morais Ribeiro
Título Original: Estudo epidemiológico de pacientes com tumor do estroma gastrointestinal e sua expressão imuno-histoquímica

Introdução: Os tumores do estroma gastrointestinal (GIST) são derivados das células intersticiais de Cajal, localizadas ao nível do plexo mioentérico, entre a camada muscular longitudinal e a circular do trato gastrointestinal. As células de Cajal são responsáveis pela motilidade intestinal, sendo chamadas de células marcapasso do trato gastrointestinal. Essas células apresentam características imunofenotípicas e ultra estruturais tanto de músculo liso quanto de diferenciação neural, e expressam o receptor Kit (CD117 ou cKIT). O GIST tem prevalência anual em torno de 20 a 40 casos por milhão de habitantes, diferindo entre as populações e uma incidência anual estimada em 4 a 5 casos por milhão de habitantes. Objetivos: Estudar epidemiologicamente uma amostra de pacientes com diagnóstico de GIST e a avaliação da expressão imuno-Histoquímica dos tumores com os marcadores cKIT, CD 34 e proteína S100. Casuística e Método: Foram avaliados dados epidemiológicos de 34 pacientes com diagnóstico de GIST e da imunomarcação do cKIT, CD 34 e proteína S100 de pacientes referenciados para definição de tratamento oncológico sistêmico a serviços especializados em oncologia de São Luís, Maranhão, Brasil, no período de 2006 a 2014. Resultados: O sexo masculino (52,9%) e a faixa etária dos 50 aos 59 anos foram os mais frequentes. Estômago foi a localização mais frequente (64,7%), seguida de intestino delgado (23,4%). Dor abdominal foi o sintoma mais relatado (23,5%). A histologia fusiforme prevaleceu (94,1%) assim como os tumores com tamanho entre 2 e 5 cm (38,2%) e não metastáticos (64,7%). Quando metastáticos, o fígado foi o órgão mais acometido (32,4%). O tratamento cirúrgico foi o mais empregado (89,4%). Tumores de alto risco ocorreu em 38,2%. A expressão positiva na imuno-Histoquímica do cKIT ocorreu em 94,1% e foi negativa em 4,9%. CD 34 foi positivo em 100% e a proteína S100 negativa em todos os pacientes. 82,4% dos pacientes estavam vivos. Conclusões: Houve maior frequência do GIST em homens, a faixa etária mais acometida foi dos 50 aos 59 anos, estômago foi o sítio anatômico mais frequente. Dor abdominal, sangramento em trato digestório, massa palpável e saciedade precoce foram os sintomas mais relatados. Tamanho entre 2 e 5 cm foi o mais comum. Tumores localizados e sem metástases como os mais frequentes, assim como a histologia fusiforme e classificados como alto risco. A sobrevida global dos pacientes foi de 82,4%. As expressões imuno-Histoquímicas do cKIT, CD 34 e proteína S100 confirmaram o diagnóstico de GIST. O cKIT foi positivo em 94,1% e negativo em 5,9%. O CD 34 foi positivo em 100% dos pacientes e a proteína S100 foi negativa em todos os casos.

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Autor: Antonio Machado Alencar Junior
Título Original: Avaliação da imunomarcação do Ki-67 e sua correlação com os demais fatores prognósticos do câncer de mama

Introdução: A imunomarcação do Ki-67 tem sido extensivamente avaliada como fator prognóstico em câncer de mama e, apesar de ainda não validado, estudos mostram seu potencial. Sua correlação com outros fatores prognósticos pode aumentar o número de informações disponíveis para uma avaliação prognóstica mais adequada de pacientes com câncer de mama. Objetivos: avaliar a imunomarcação do Ki-67 e sua correlação com a idade no diagnóstico, o tamanho do tumor primário, o comprometimento linfonodal, o grau histológico e a expressão imuno-histoquímica de receptores do estrógeno e da progesterona e HER 2. Casuística e método: Em 69 pacientes com câncer de mama foi avaliada a correlação entre alto e baixo índice de imunomarcação do Ki-67 e a idade no diagnóstico, tamanho do tumor primário, comprometimento linfonodal, grau histológico, receptores de estrógeno (RE), receptores de progesterona (RP) e HER 2. O ponto de corte utilizado para definir os grupos com alto e baixo índice de imunomarcação para o Ki-67 foi de 20%. Resultados: em 50 pacientes (72,5%), a imunomarcação para Ki-67 foi > 20% e em 19 pacientes (27,5%) foi < 20%, 61 pacientes (88,4%) com idade > 35 anos, 49 (71%) com tumor primário > 2 cm, 32 (46,3%) com comprometimento linfonodal e apenas 4 pacientes (5,8%) apresentando metástases à distância no diagnóstico. Grau histológico 3 foi identificado em 23 (33,3%) pacientes, HER 2 positivo em 20 (29%), RE positivo em 45 (65,2%) e RP positivo em 39 (56,5%) pacientes. Em relação ao grupo com Ki-67 < 20%, o grupo com Ki-67 > 20% teve maior incidência de tumores primários > 2 cm (78% x 52,6%, p = 0,038), grau histológico 3 (42% x 10,5%, p = 0,0014), RE negativo (42% x 15,8%, p = 0,0412) e HER 2 positivo (36% x 10,5%, p = 0,0372). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos com Ki-67< 20% e Ki-67 > 20% com relação à idade no diagnóstico (p = 0,2749), comprometimento linfonodal (p = 0,4249), presença de metástases à distância (p = 0,6458) e imunomarcação para RP (p = 0,0763). Conclusões: Os resultados deste estudo permitem concluir que houve associação da intensidade da imunomarcação do Ki-67 com o tamanho do tumor primário, grau histológico e receptores de estrógeno e HER 2, mas não a idade no diagnóstico, comprometimento linfonodal e receptores de progesterona.

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Autor: Silvia Carmen da Silva Gonçalves Tefilli
Título Original: Avaliação da intensidade de fibrose e da neovascularização em suturas de pele de ratos após enxerto de gordura humana

INTRODUÇÃO: A busca continua por métodos eficazes que promovam a recuperação das feridas estimulou os progressos nos estudos da biologia celular e molecular, que poderão causar grande impacto no seu entendimento, principalmente as pesquisas com gordura e células-tronco. OBJETIVO: Verificar a intensidade de fibrose e da neovascularização em suturas de pele de ratos submetidos à xenoenxertia de gordura humana pelo método histoquímico e imuno-histoquímico. MATERIAL E MÉTODO: Neste estudo utilizaram-se quarenta ratos Wistar, divididos em igual número no grupo controle (GC) e no grupo experimento (GE). Os animais, sob anestesia geral, foram submetidos à incisão longitudinal de três centímetros no dorso, à dois centímetros da linha média para o lado esquerdo, que atingiram a profundidade máxima da derme. As incisões foram fechadas com sutura contínua. Após dez dias, os animais do GE foram submetidos à injeção de três mililitros de gordura humana decantada, abaixo do tecido cicatricial. Após 30 dias, os dois grupos foram sacrificados para a ressecção da amostra de tecido que foi preparada para avaliação microscópica pela coloração Picrossirius, para avaliar a intensidade de fibrose, e pelo método imunohistoquímico CD34, para avaliar a intensidade da neovascularização. A análise estatística dos resultados da microscopia, foi descrita pelas variáveis nível baixo ou nível alto pelo teste de Fisher e pela avaliação das variáveis ordinais utilizando-se do teste não-paramétrico de MannWhitney. RESULTADOS: As considerações da avaliação microscópica dos grupos em relação à intensidade de fibrose, demonstrou no GC 55% de fibrose nível alto contra 25% no GE, todavia sem significância estatística em ambos os  testes de Fisher (p=0,105) e Mann-Whitney (p=0,077). Com relação à neovascularização, o CD34 encontrou no GC 20% com neovascularização nível alto, contra 30% no GE, sem significância estatística em ambos os  testes de Fisher (p=0,716) e Mann-Whitney (p=0,096). CONCLUSÕES: A avaliação do Picrosirius revelou que ao trigésimo dia, no GE em comparação ao GC, houve uma menor intensidade de fibrose, sem significância estatística em ambos os métodos quantitativo e qualitativo. A avaliação do CD34 demonstrou que ao trigésimo dia, no GE em comparação ao GC, houve um aumento da neovascularização, sem  significância estatística em ambos os  métodos quantitativo e qualitativo.

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DOUTORADO

Autor: José Raimundo Araujo de Azevedo
Título Original: Avaliação prognóstica da sepse grave e choque séptico: Clearance de Procalcitonina versus Delta Sofa

Objetivo: Comparar o clearance de procalcitonina (PCT-c) nas primeiras 24 e 48 horas de tratamento da sepse grave e choque séptico com um outro marcador precoce de prognóstico representado pelo Δ SOFA 48 horas. Método: Estudo de coorte prospectivo observacional realizado em uma unidade de terapia intensiva geral. Foram incluídos pacientes com sepse grave e choque séptico. O clearance de procalcitonina foi determinado após 24 e 48 horas de tratamento. O escore SOFA foi determinado no momento da chegada à UTI e após 48 horas. Resultados: Cento e trinta adultos com sepse grave e choque séptico foram estudados em um período de 18 meses. A concentração de PCT inicial não foi significantemente diferente entre os sobreviventes e os não sobreviventes, mas o PCT-c 24horas e 48 horas foram significativamente maiores em pacientes sobreviventes (p <0,0001). O escore SOFA inicial foi significantemente maior e o Δ SOFA 48 horas significantemente menor nos não sobreviventes (p = 0,01). A área sob a curva ROC foi de 0,68 ( 95% CI, 0,56-0,79 , p = 0,004) para o Δ SOFA; 0,76 ( 95% CI, 0,66-0,86 , p <0,0001) para PCT-c 24 horas e 0,76 ( 95% CI, 0,66-0,86 , p < 0,0001 ) para o PCT-c 48 horas . Conclusões: Tanto o  Δ SOFA 48 horas quanto o clearance de PCT de 24 e 48 horas são marcadores úteis de prognóstico em pacientes com sepse grave e choque séptico. Uma diminuição no PCT-c nas primeiras 24 h de tratamento deve alertar para reavaliação da conduta e adequação do tratamento.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25241933

 

 

 

Autor: Ozimo Pereira Gama Filho
Título Original: Estudo comparativo entre a gastrectomia vertical e plicatura gástrica em ratos obesos

INTRODUÇÃO: A obesidade resulta de um desequilíbrio prolongado entre a ingestão e o gasto energético. Os estudos com modelos experimentais de cirurgia bariátrica forneceram uma contribuição fundamental para o entendimento das alterações morfofuncionais da obesidade e do pós-operatório de cirurgia bariátrica. As técnicas de cirurgia bariátrica restritiva atualmente utilizadas são: a bandagem gástrica, a gastrectomia vertical e a plicatura gástrica. Esta última ainda é considerada uma técnica experimental e, portanto ainda não apresenta estudos suficientes que esclareçam sobre as taxas pós-operatórias de perda de peso, complicações cirúrgicas, resolução de co-morbidades e os mecanismos responsáveis pelo emagrecimento. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo comparativo, em ratos com obesidade induzida por dieta de cafeteria, entre os efeitos pós-operatórios tardios da plicatura gástrica e da gastrectomia vertical na variação do peso corporal, da bioquímica plasmática e alterações macroscópicas e microscópicas gástricas. MATERIAL e MÉTODO: 28 ratos wistar machos foram randomizados em três grupos após período de indução da obesidade por dieta de cafeteria e submetidos à gastrectomia vertical (grupo GV), a plicatura gástrica (grupo GP) e operação simulada (grupo controle). Os animais foram avaliados diariamente no pós-operatório e foram anotadas as variáveis: peso corporal (inicial, sete dias, 14 e 21 dias) e presença de complicações até o 21º dia de pós-operatório, quando então foram submetidos a eutanásia e avaliados: bioquímica (glicemia, insulina, HDL, colesterol total, triglicerídeos, AST, ALT e grelina sérica), grau de aderências intra-abdominais, teste de resistência a insuflação de ar atmosférico no estômago e avaliação microscópica da mucosa gástrica. RESULTADOS: Em relação a variação do peso corporal os animais do grupo GV (peso inicial: 318±7,89g / peso final: 213±9,03g) mostraram uma diminuição significativa (p<0,05) no 21º dia de pós-operatório em relação aos do grupo GP (peso inicial: 314,11±20,79g / peso final: 239,16±14,71g) e controle (peso inicial: 315,16 ±17,54g / peso final: 317,91±16,06g). Os animais do grupo GV apresentaram redução significante (p<0,001) da glicemia, insulina, transaminases, HDL e grelina sérica quando comparados aos animais do grupo GP e controle. Também foi significativamente menor a pressão de ruptura do estômago no grupo GV, ao teste de insuflação do ar atmosférico, em relação aos grupos GP e controle. Os grupos GP e GV apresentaram mesmo grau histológico de inflamação (inflamação subaguda) e diferentes do grupo controle (inflamação crônica). CONCLUSÕES: A gastrectomia vertical é mais efetiva que a plicatura gástrica na perda de peso, controle metabólico e redução da grelina sérica em ratos obesos, e apresenta os mesmos índices de complicações pós-operatórias (aderências, óbitos e grau de inflamação).

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Contato / Localização

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PRINCÍPIOS DA CIRURGIA

 

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