Teses / Dissertações 2015

 

MESTRADO

Autor: Melissa Mitsue Makita Arantes Marinho
Título Original: Avaliação da lesão do nervo simpático cervical de coelhos por clipagem: Clipes de titânio X polímero

Introdução: O tratamento cirúrgico da hiperidrose tornou-se um procedimento amplamente realizado com o advento da vídeo-cirurgia a partir dos anos 1990. A clipagem do nervo simpático é considerada por muitos uma opção reversível de tratamento, devido à possibilidade de retirada do clipe, para a regressão do suor compensatório, principal efeito colateral do bloqueio do nervo simpático. Há divergências quanto aos resultados na melhora do paciente após a retirada do clipe, usualmente de titânio, e numerosas variáveis podem estar envolvidas na recuperação ou não da lesão, dentre elas o material utilizado no procedimento. Objetivos: estudar a lesão provocada pela clipagem no nervo simpático cervical de coelhos, comparando-se o uso de clipe de titânio versus o clipe polimérico, quanto à macroscopia, microscopia e quantificando o colágeno nas lesões. Material e método: este é um estudo experimental, com amostra constituída por 20 coelhos, divididos em dois grupos de 10 animais, submetidos a lesão do nervo simpático cervical e levados à eutanásia no 7º dia de pós-operatório. As variáveis macroscópicas foram: identificação do nervo simpático cervical, presença de descontinuidade do nervo, aspecto do clipe no nervo, presença de infecção no sítio cirúrgico e presença de aderências ao redor do nervo. Na microscopia avaliaram-se as fases e o grau do processo inflamatório e a quantificação de colágeno. Foi utilizado o Teste de Mann- Whitney para comparações de colágenos tipos I e III entre os grupos e o Teste de Fischer para a análise das variáveis macroscópicas, o grau de inflamação e necrose. Resultados: A presença de aderências intensas foi significativamente maior no grupo com clipe de titânio do que no grupo polímero (p< 0,0001). Não houve lesão de descontinuidade do nervo em nenhum animal, bem como diferença significativa quanto ao tipo de processo inflamatório, porém a intensidade foi significativamente maior no grupo titânio (p< 0,0001). Não houve diferença significativa entre os grupos quanto ao depósito de colágeno nos nervos. Conclusão: a clipagem do nervo cervical com clipes de titânio apresentou maior quantidade de aderências e processo inflamatório significativamente mais intenso em relação ao clipe polimérico, sendo o depósito de colágeno semelhante em ambos os grupos.

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Autor: Cassio Zini
Título Original: Tempo cirúrgico e visualização do campo videoartroscópico na cirurgia de joelho em pacientes obesos e não obesos com e sem torniquete

Introdução: o torniquete pneumático, que pode reduzir a perda sanguínea intraoperatória e melhorar o campo visual do cirurgião, tem sido usado a mais de um século. Entretanto, a sociedade de cirurgia ortopédica manifestou preocupação com o seu uso e possíveis riscos. A meniscectomia artroscópica é tradicionalmente considerada como procedimento de baixa morbidade, com rápida recuperação pósoperatória. A relevância do uso do torniquete nesse procedimento permanece indefinida, bem como sua influência no pós-operatório. A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal e tem se tornado o problema de saúde pública mais prevalente em todo mundo, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento e é um processo multifatorial que envolve aspectos ambientais e genéticos. Os cirurgiões ortopédicos precisam conhecer o impacto da obesidade nas intervenções cirúrgicas e a influência do IMC no resultado da artroscopia para meniscectomia parcial. Objetivo: comparar o tempo cirúrgico e a visualização do campo videoartroscópico em meniscectomias parciais do joelho em pacientes obesos e não obesos com e sem o uso de torniquete. Casuística e método: o presente estudo foi realizado no Centro de Traumatologia Esportiva e Artroscopia (CTEA) do Hospital Vita Curitiba e no Instituto de Pesquisas Médicas (IPEM) da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR) e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba. Foram selecionados 60 pacientes. Dentre eles, um total de 30 pacientes obesos e 30 pacientes não obesos que realizaram meniscectomia parcial videoartroscópica com ou sem torniquete pneumático, seguindo suas diretrizes de uso seguro. Os procedimentos cirúrgicos videoartroscópicos foram gravados e posteriormente analisados. Resultados: foram incluídos 60 pacientes divididos em 4 grupos: 15 pacientes obesos sem uso do torniquete, 15 pacientes obesos com uso do torniquete, 15 pacientes não obesos sem uso do torniquete e 15 pacientes não obesos com uso do torniquete. 48 homens e 12 mulheres participaram do estudo, a idade média foi 42,9 anos variando entre 18 a 70 anos. IMC de 21.56 a 40.14 kg/m2. Tempo cirúrgico variou entre 10.40 a 65.20 minutos e o tempo médio de cirurgia foi de 21,34 minutos. A distribuição da visibilidade do campo cirúrgico de acordo com a classificação utilizada foi: classe 1 – 38/60 (63,3%); classe 2 – 13/60 (21,6%); classe 3 – 6/60 (10%); classe 4 – 3/60 (5%). Conclusão: o uso de torniquete não mostrou diferença significativa quanto ao tempo cirúrgico e à visualização do campo videoartroscópico em meniscectomias parcias do joelho na comparação entre pacientes obesos e não obesos.

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Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27683782

 

 

Autor: Gilberto Laurino Almeida
Título Original: Estudo da validação externa do escore de risco da European Organization for Research and Treatment of Cancer (EORTEC) para recorrência e progressão após ressecção transuretral em pacientes brasileiros com câncer de bexiga estádios TA e T1

Introdução: O carcinoma urotelial não músculo-invasivo (CUNMI) representa até 85% das neoplasias de bexiga. Recorrência e progressão tumoral são características do CUNMI, porém seu comportamento biológico é muito heterogêneo. A estratificação em grupos de risco de recorrência e de progressão tem sido fundamental na escolha da terapêutica adequada e no prognóstico desses pacientes, e em virtude disso a tabela de risco da EORTEC tem sido largamente utilizada na prática clínica. Objetivo: Validar a tabela de escore de risco da EORTEC e sua aplicabilidade em portadores de CUNMI na região sul do Brasil. Métodos: Foram avaliados 205 pacientes portadores de CUNMI submetidos à ressecção transuretral de bexiga (RTU). Foram analisados seis parâmetros: grau histológico, estadiamento patológico tumoral, tamanho e número de tumores, taxa de recorrência prévia e presença de carcinoma in situ. Foram calculados o tempo para primeira recorrência (TPR), o tempo para progressão (TPP), o escore de risco e as probabilidades de recorrência e progressão para cada paciente e comparadas às probabilidades obtidas pela tabela da EORTEC. Para validação, foi calculado o índice C e avaliada a acurácia da tabela da EORTEC. Resultados: Observou-se o estadiamento patológico TA em 91 pacientes e o T1 em 114. Noventa e sete pacientes tinham tumor único, 64 tinham duas a cinco lesões e 44 apresentavam mais que cinco. Cento e três pacientes tinham tumor menor que três centímetros e 102 tinham maior ou igual a três centímetros. O carcinoma in situ esteve presente em 21 pacientes. Observou-se grau histológico G1 e G2 em 95 pacientes e o G3 em 110. Cento e cinco pacientes receberam terapia intra-vesical. Recorrência ocorreu em 117 pacientes e a média do TPR foi de 14,2 ± 7,3 meses, enquanto progressão ocorreu em 43 pacientes e a média do TPP foi de 26,9 ± 15,2 meses. O índice C para recorrência foi 0,72 para um ano e 0,7 para cinco anos e para progressão foi 0,86 para um ano e 0,78 para cinco anos. O risco de recorrência observado foi de 28,8% em um ano e 57,1% em cinco anos, independentemente do escore. O risco de progressão observado foi 3,4% em um ano e 19,1% em cinco anos, independentemente do escore. Na população estuda, as tabelas de risco do EORTEC superestimaram o risco de recorrência em um ano e subestimaram em cinco anos, enquanto que para progressão o risco foi superestimado em um e cinco anos. Conclusão: A validação externa das tabelas de risco da EORTEC em portadores de CUNMI na região sul do Brasil foi satisfatória e seu uso para predizer recorrência e progressão deve ser estimulado.

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 Artigo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26444918

 

 

 

Autor: Eduardo Nascimento Silva
Título Original: Avaliação histológica das cápsulas formadas pelos implantes de silicone revestidos por espuma de poliuretano e com superfície texturizada: estudo em ratas

Introdução: A maior complicação tardia devido à mamoplastia de aumento é a contratura capsular. A incidência é de aproximadamente10% nos implantes texturizados em torno de 1%nosimplantescom revestimento de poliuretano. Qualquer processo em que a etiologia é desconhecida, o tratamento permanece especulativo e multimodal. Este é o desafio da contratura capsular. Objetivos: Analisar as intensidades da reação de corpo estranho; da formação do tecido de granulação; da presença de miofibroblastos; da neoangiogênese e da formação de metaplasia sinovial nas cápsulas formadas ao redor dos implantes de silicone nos dois grupos; Avaliar se o grupo poliuretano apresenta uma maior espessura capsularem relação ao grupo texturizada; Aferir as áreas total e percentual dos colágenos tipo I e III nos dois grupos. Material e método: Foram utilizadas 64 ratas albinas, linhagem Wistar, divididas em dois grupos (espuma de poliuretano e superfície texturizada) com 32 animais. Analisaram-se as cápsulas por meio das colorações de hematoxilina-eosina, ácido tricrômico de Masson e picrosírius, nos subgrupos de 30, 50, 70 e 90 dias. Para a comparação dos dois grupos, dentro de cada subgrupo, foi considerado o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Para a comparação dos diferentes subgrupos dentro de cada tipo de grupo, foi considerado o teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis. As comparações entre grupos e subgrupos, em relação a variáveis qualitativas dicotômicas, foram feitas utilizando-se o teste exato de Fisher. Valores de p<0,05 indicaram significância estatística. Resultados: A reação de corpo estranho foi maior no grupo poliuretano em relação ao grupo texturizada (30 dias p=0,0001; 50 dias p=0,002; 70 dias p=0,001 e 90 dias p=0,0002). A formação do tecido de granulação foi mais acentuada no grupo poliuretano comparado ao grupo texturizada (30 dias p=0,0001; 50 dias p=0,002; 70 dias p=0,0002 e 90 dias p=0,0002). A presença dos miofibroblastos foi mais intensa no grupo poliuretano em relação ao grupo texturizada (30 dias p=0,0001; 50 dias p=0,015; 70 dias p=0,007 e 90 dias p=0,0002). A respeito da neoangiogênese e da metaplasia sinovial, não houve diferença estatística entre os grupos. O grupo poliuretano apresentou uma maior espessura da cápsula (30 dias p=0,001; 50 dias p=0,006, 70 dias p=0,001e 90 dias p=0,001),uma menor área total de colágeno tipo I(30 dias p=0,046; 50 dias p=0,045, 70 dias p=0,021 e 90 dias p=0,037),uma menor área percentual de colágeno tipo I(30 dias p=0,036; 50 dias p=0,011, 70 dias p=0,021 e 90 dias p=0,028) e uma maior área percentual de colágeno tipo III (30 dias p=0,036; 50 dias p=0,011; 70 dias p=0,021e 90 dias p=0,028).Conclusões: Os implantes revestidos por poliuretano induziram uma maior reação de corpo estranho, uma acentuada formação de tecido de granulação e uma maior intensidade de miofibroblastos. Em relação à neoangiogênese e a metaplasia sinovial, não houve diferença entre os grupos. Em todos os subgrupos avaliados, o grupo poliuretano apresentou maior espessura da cápsula, menor área total e percentual de colágeno tipo I e uma maior área percentual de colágeno tipo III.

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 Artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502016001200774&lng=en&nrm=iso&tlng=en

 

 

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