Teses / Dissertações 2016

 

MESTRADO

Autor: Roberta Rehder
Título Original: Variação da inclinação do tentório durante o desenvolvimento infantil

As estruturas neurais da fossa posterior apresentam taxas variadas de desenvolvimento. Embora haja avanços científico-tecnológicos em neuroimagem para avaliação do crescimento cerebelar e do tronco encefálico, há uma carência de informação sobre medidas do desenvolvimento da fossa posterior que possam ser utilizadas em tempo real durante a avaliação clínica. Objetivos: Investigar as alterações na trajetória do tentório através das medidas dos ângulos occipital e tentorial durante os diferentes estágios de crescimento e estabelecer uma correlação com o desenvolvimento infantil. Material e Métodos: Um estudo retrospectivo foi realizado utilizando dados de mais de 1500 estudos de imagem de ressonância magnética (RM) de crânio do Boston Children’s Hospital (BCH). A população estudada incluiu fetos com idades superiores a 20 semanas de gestação e crianças entre 0 a 10 anos de idade. Dois parâmetros foram mensurados: (1) o ângulo tentorial (ângulo entre o tentório e a linha imaginária a partir da protuberância occipital interna ao tubérculo da sela túrcica) e (2) o ângulo occipital (ângulo entre o tentório e a linha imaginária da protuberância occipital interna ao opístio). Análise estatística descritiva foi utilizada para caracterizar o estudo. Resultados: Um total de 1510 imagens de RM do crânio foram revisadas, sendo 367 imagens (125 fetal e 242 pós-natal) incluídas. Durante o desenvolvimento fetal, o tentório apresentou uma inclinação ascendente. Após o nascimento, a inclinação do tentório apresentou curso discretamente descendente, aproximando a um platô. Conclusão: Durante o segundo e terceiro trimestres de gestação, os ângulos tentorial e occipital aumentam progressivamente, refletindo o crescimento dinâmico das estruturas da fossa posterior durante o período. Após o nascimento, os ângulos tentorial e occipital apresentam divergência de desenvolvimento e ambos atingem um platô, refletindo a estabilização do desenvolvimento da fossa posterior. Tais informações sugerem que o ângulo tentorial, devido à variação durante os períodos fetal e pós-natal, possa ser utilizado como biomarcador do desenvolvimento da fossa posterior durante a segunda metade da vida fetal.

Arquivo para download

Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26362679

 

Autor: Carlos Eduardo Oliveira dos Santos
Título Original: O impacto do Butilbrometo de Hioscina para detecção de adenomas colorretais

INTRODUÇÃO: A remoção de lesões pré-malignas colorretais previne o câncer, sendo o índice de detecção de adenomas (IDA), um importante indicador de qualidade da colonoscopia. A hioscina tem sido proposta para melhorar a visualização da mucosa colônica pela redução do espasmo, podendo favorecer o diagnóstico de adenomas. OBJETIVO: Avaliar se o uso da hioscina proporciona uma maior detecção de adenomas, e investigar se atua na diferenciação de lesões neoplásicas e não-neoplásicas, sob a cromoscopia digital. MÉTODOS: Em um estudo randomizado e duplo-cego, 440 pacientes receberam solução salina (grupo controle) ou hioscina, na proporção de 1:1, em colonoscopias consecutivas assim que o ceco foi visualizado. As lesões encontradas foram analisadas quanto ao número, tamanho, morfologia, localização, padrão de capilares e histologia. A cromoscopia digital utilizada foi o FICE (Flexible spectral Intelligent Color Enhancement). A análise bivariada da comparação entre os dois grupos foi efetuada mediante teste exato de Fisher, para comparação de proporções, e teste-t para amostras independentes, para comparação de médias, ou teste de Wilcoxon para comparação de medianas. Para analisar o índice de detecção de adenomas, foi utilizada a razão de odds (RO), IC95% e valor p. Considerou-se o nível de significância de 5% para testes bicaudais. RESULTADOS: O IDA global foi 49.3%, enquanto o IDA foi 50.5% para o grupo controle e 46.8% para o grupo hioscina (ns). Os índices de detecção de adenoma avançado e neoplasia avançada foram 12.7% vs 11.8%, e 13.6 vs 12.3%, respectivamente (ns). A média de adenoma, adenoma avançado e neoplasia avançada por paciente foi de 0.92, 0.16 e 0.16 no primeiro grupo e de 0.86, 0.18 e 0.18 no segundo grupo, respectivamente. Os adenomas foram mais frequentes no cólon direito nos 2 grupos (80.3 vs 83.1%, p = 0.55), inclusive os não-polipoides, 76.3% vs 80.4%, p = 0.52. A probabilidade de adenomas no cólon direito foi maior no grupo hioscina do que no grupo controle, RO 5.8 (IC95% 2.8-12), p < 0.01 vs RO 1.8 (IC95% 0.9-3.7), p = 0.1. Usando a cromoscopia digital a acurácia foi de 94.3%, sensibilidade de 94.1%, especificidade de 94.7%, valor preditivo positivo de 98%, e valor preditivo negativo de 85.7% no grupo controle, enquanto os resultados para os mesmos critérios diagnósticos no grupo hioscina foram de 95%, 93.7%, 97.8%, 98.9% e 88.1%, respectivamente. CONCLUSÕES: Este estudo não observou impacto que suporte o uso rotineiro da hioscina para melhorar o índice de detecção de adenoma e de adenomas avançados, assim como não houve melhora na diferenciação das lesões neoplásicas das lesões não-neoplásicas avaliadas pela cromoscopia digital.

Arquivo para download

 

Autor: Débora Azeredo Pacheco Dias da Costa
Título Original: Análise comparativa entre colangiopancreatoressonância magnética e punção ecoguiada com agulha fina para diagnóstico e seguimento das neoplasias intraductais mucinosas papilíferas pancreáticas

Introdução: A neoplasia intraductal mucinosa papilífera (NIMP) está sendo diagnosticada com maior frequência. A tomografia computadorizada é comumente utilizada como modalidade de imagem primária antes do tratamento. A colangiopancreatoressonância (CPRM) proporciona melhor caracterização tipo e extensão. A ecoendoscopia associada à punção ecoguiada com agulha fina (EE-PAAF) esta sendo mais utilizada, com a finalidade do diagnóstico histológico pré-operatório. Objetivo: Comparar resultados da CPRM e EE-PAAF com achados cirúrgicos e patológicos para diagnóstico e classificação de NIMP. Métodos: Foram incluídos 36 pacientes, submetidos à ressecção cirúrgica com suspeita pré-operatória de NIMP, todos apresentavam lesão cística pancreática antes da operação, tanto na CPRM como na EE-PAAF previamente realizadas. Todos foram enviados ao último exame, com o intuito do diagnóstico histológico e confirmação da presença de NIMP. O anatomopatológico obtido nesta punção foi empregado rotineiramente. Imagens obtidas por ambos os métodos foram analisadas utilizando-se uma padronização contendo o tipo e classificação da lesão. Foi utilizado o teste exato de Fisher e a Curva ROC para análise estatística, que compararam os exames de imagem a fim de encontrar o melhor método para o diagnóstico e classificação de NIMP. Resultados: Vinte e nove revelaram neoplasia não-invasiva e quatro invasiva. A CPRM e a EE-PAAF fizeram o diagnóstico e classificaram corretamente (tipo de NIMP) em 62,5% e 83,3% (p=0,811), a localização do segmento acometido em 69% e 92% (p=0,638) e identificação da presença de nódulos e/ou vegetações em 45% e 90 % (p=0,5). Quanto ao diagnóstico histológico pela ecoendoscopia com punção ecoguiada com agulha fina a sensibilidade foi 83,3%; especificidade 100%; VPP 100%; VPN 33,3%; e acurácia 91,7%. Conclusões: Os métodos diagnósticos não apresentaram diferença estatística. No entanto, a ecoendoscopia mostrou resultados absolutos melhores do que a colangiopancreatorressonância na identificação de nódulo e/ou vegetação intracísticos.

Arquivo para download

 

 

Autor: Rodrigo Araldi Nery
Título Original: Associação entre uricemia, gravidade e cicatrização de ulcera de perna em pacientes de um Hospital Universitário

Introdução: Úlceras de perna são entidades comuns e que prejudicam a qualidade de vida de seu portador. O fluxo de células inflamatórias no local da ferida, liberando enzimas lisossômicas e radicais de oxigênio livre, colabora para a lesão tissular e a manutenção da ferida.  Objetivo: Neste trabalho objetivou-se verificar a influência do ácido úrico sérico (um marcador do estresse oxidativo) na gravidade das úlceras de perna e na velocidade de cicatrização. Método: Incluíram-se 91 pacientes (64,8% mulheres; 35.1% homens, idade média de 63,3±12,1 anos) com úlceras de pernas crônicas sendo feitas duas observações sequenciais quanto a número, tamanho e aspecto (presença de fibrina, de hiperqueratose, de necrose e de tecido de granulação) e dor gerada. Esta última foi medida em escala visual analógica (de 0 a 10). As duas visitas obedeceram intervalo de três meses e na primeira visita colheu-se sangue para dosagem de ácido úrico. A seguir, os valores de ácido úrico foram estudados quanto à diminuição da área da ferida neste período (cicatrização), alterações no aspecto e da dor. Resultados: Os níveis de ácido úrico sérico mostraram correlação positiva com grau de dor (p=0,008) e presença de fibrina nas úlceras na primeira consulta (p=0,03). Todavia não foi possível estabelecer correlação do nível dele com área de cicatrização (p=0.79), mudança na dor (p=0,65) ou número das feridas (p=0,85). Conclusão: Existe correlação dos níveis de ácido úrico sérico com dor e presença de fibrina em úlceras de perna, mas este radical não parece influir na cicatrização das mesmas.

Arquivo para download

Artigo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26734804

 

Autor: Alexandre Gomes
Título Original: A videoendoscopia convencional pode identificar as gastrites por Helicobacter pylori

Introdução: Estudos com tecnologias mais recentes como endoscopia com magnificação e cromoscopia mostraram que vários aspectos endoscópicos estão claramente associados à infecção por Helicobacter pylori. A descrição de padrões diferenciados de enantema no corpo gástrico através da magnificação de imagens reavivou o interesse na identificação desses padrões pela endoscopia convencional. Objetivo: Validar os padrões morfológicos de mucosa gástrica usando videogastroendoscopia convencional relacionados à gastrite por infecção por Helicobacter pylori, permitindo previsibilidade do seu diagnóstico e o direcionamento de biópsias. Material e Método: Estudo prospectivo de 339 pacientes consecutivos com análise das imagens de videogastroendoscopia obtidas, gravadas e armazenadas em banco de dados. Estas imagens foram estudadas com relação à presença ou não do Helicobacter pylori diagnosticado por teste rápido de urease e/ou por pesquisa direta por estudo anatomopatológico. Foram analisados: a) aspecto normal da mucosa; b) nodularidade da mucosa; c) enantema inespecífico difuso de antro e corpo; d) enantema em mosaico ou salpicado; e) enantema em estrias ou faixas; f) erosões elevadas; g) erosões planas; h) pólipos de glândulas fúndicas. Os principais critérios de exclusão foram o uso de medicamentos, tratamento prévio de Hp e outras entidades que pudessem interferir nos resultados. Resultados: Aplicando os critérios de exclusão, incluíram-se 170 dos 339 pacientes sendo 52 (30,58%) positivos para Helicobacter pylori e 118 negativos. No grupo positivo os achados que mais se associaram com a infecção foram: nodularidade no antro (26,92%); presença de erosões elevadas (15,38%) e mucosa em mosaico no corpo (21,15%). No grupo negativo o aspecto normal da mucosa foi de 66,94%; enantema em estrias ou faixas em 9,32%; erosões planas em 11,86%; e pólipos de glândulas fúndicas em 11,86%. Conclusões: Achados endoscópicos são úteis na previsibilidade de localização e direcionamento de biópsias na pesquisa do Hp. A forma mais representativa de gastrite por Hp foi o achado de nodularidade na mucosa antral. As erosões elevadas e mucosa em mosaico no corpo são sugestivas, mas não específicas da infecção. As demais formas não foram conclusivas da presença do Hp.

Arquivo para download

Artigo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27438029

 

Autor: Artur Adolfo Parada
Título Original: Análise comparativa dos aspectos endoscópicos e histopatológicos das lesões superficialmente elevadas ressecadas por mucosectomias no colón distal e no colón proximal

Introdução: O câncer colo-retal é um dos principais problemas médicos da atualidade. Discute-se muito a questão dos carcinomas de intervalo, diagnosticados poucos anos após colonoscopias, enfatizando-se a perda de lesões superficiais no colón proximal, que seriam responsáveis por estes casos. Objetivo: Comparar os aspectos endoscópicos e histopatológicos de lesões superficialmente elevadas, com 1,0 ou mais cm de diâmetros diagnosticadas por vídeo colonoscopias e ressecadas por mucosectomias do colón distal e do colon proximal. Método: O estudo é retrospectivo, transversal, observacional, envolvendo 8075 videocolonoscopias no Hospital 9 de Julho, de 2011 a 2014. Avaliamos 166 mucosectomias em 145 pacientes, divididas em 2 grupos: G1 com 52 pacientes e 58 lesões no colón distal (sigmoide, descendente e ângulo esplênico) e G2, com 100 pacientes e 108 lesões no colón proximal (transverso, ascendente e ceco). Resultados: A prevalência de lesões foi menor no G1 do que no G2 (34,9% X 65,0%). No G1 a média de idade foi de 64,2 ± 12,3 anos, sendo 25 (48,1%) do sexo masculino e 27 (51,9%) do feminino e no G2, 65,4 ± 10,2, sendo 45 (45%) do sexo masculino e 55 (55%) do feminino. O tamanho médio das lesões foi de 1,9 cm no G1 e 2,0 cm no G2 (p: 0,921). As superfícies foram divididas em granulosas, nodulares e lisas, não havendo diferenças em relação a localização (p: 0,575). Histopatológia: dividindo em neoplasias intraepiteliais de baixo grau, de alto grau (incluindo carcinomas) e hiperplásicas, não houve diferença entre os 2 grupos (p: 0,527), assim como não houve entre as lesões neoplásicas serrilhadas e não-serrilhadas (p: 0,124). Excluindo-se 13 lesões hiperplásicas e 2 carcinomas do total de 166, analisamos 151 lesões restantes: 124 (82,1%) foram não-serrilhadas e 27 (17,9%) serrilhadas: 6 (11,1% de 58) no colón distal e 21 (21,6% de 108) no proximal. Diagnosticamos 118 de Baixo Grau: 44 (75,8%) no G1 e 74 (68,5%) no G2 (p: 0,237). Lesões de Alto Grau, em 33: 10 no G1, (17,2%) e 23 no G2 (21,2%) (p: 0,536). Além disto, 2 adenocarcinomas até o terço superior da submucosa: 1 não-serrilhado no G1 e 1 serrilhado no G2. Quando consideramos as lesões hiperplásicas com mais de 1,0 cm como lesões serrilhadas: 41 lesões serrilhadas em 166 ressecadas (24,6%), sendo 9 14 no colón distal (15,5% de 58) e 32 (29,6%) no proximal, incluindo-se o adenocarcinoma serrilhado (p: 0,061), não havendo significância estatística, porém indicando uma tendência a associação significativa entre a localização da lesão e a presença de características serrilhadas. Conclusão: Não foram observadas diferenças significativas entre os aspectos endoscópicos e histopatológicos das lesões superficialmente elevadas com 1,0 cm ou mais de diâmetros ressecadas por mucosectomias do colón distal em relação ao proximal. A maioria das lesões são neoplasias intraepiteliais de baixo grau (75,8% no G1 e 68,5% no G2). As de alto grau ocorreram em 17,2% das lesões do colón distal e em 21,2% no proximal. Embora estatisticamente não significante, há uma tendência a associação significativa entre a localização da lesão e a presença de características serrilhadas (p: 0,061).

Arquivo para download

Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27556542

 

Autor: Bárbara Stadler Kahlow
Título Original: Relação entre os níveis séricos de lectina ligadora de manose e estenose de carótida em pacientes com artrite reumatoide

Introdução: A lectina ligadora de manose (MBL) é uma proteína sérica da família das colectinas que parece estar envolvida no processo inflamatório e na gênese da doença aterosclerótica. Objetivo: Estudar a associação dos níveis séricos da MBL e sua variação genotípica com a espessura médio intimal (EMI) em pacientes com artrite reumatoide (AR) do sul do Brasil. Métodos: Os níveis séricos da MBL, genotipagem do gene MBL2 e EMI foram investigados em 90 pacientes com AR, juntamente com o perfil demográfico, clínico e laboratorial. Os níveis de MBL e genotipagem do gene MBL2 foram avaliados em 90 controles saudáveis. Resultados: Redução significativa nos níveis séricos da MBL foi observada em pacientes com AR em relação aos controles (528 ng/mL e 937.5 ng/mL respectivamente; p=0.05). A mediana da EMI em pacientes com AR foi de 0.59 mm (0.51 a 0.85 mm). Não houve correlação entre níveis séricos de MBL com atividade de doença mensurada pelo DAS-28 (escore de atividade de doença-28), velocidade de hemossedimentação (VHS), presença de auto anticorpos ou EMI (p=NS). Correlação negativa foi encontrada entre os níveis de MBL e PCR (p=0.02). A mutação no códon 54 do gene da MBL2 (variante B) e o halótipo HYPA foram os de maior frequência na amostra com AR (67.5% e 31.7%, respectivamente). O gene selvagem da MBL2 (A/A) foi associado com menor EMI quando comparado com médio produtores (A/O; p=0.04) e baixo produtores (O/O; p=0.05). Além disso, genótipos alto produtores têm menores níveis de PCR quando comparados com médio produtores (p=0.04) ou com baixo produtores (p=0.05). Conclusão: Pacientes com AR têm menores níveis de MBL que os controles. Associação negativa foi encontrada entre níveis de MBL e de PCR; genótipos baixo produtores de MBL têm maior EMI do que alto produtores.

Arquivo para download

Artigo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27120743

 

Autor: Luciano Dias de Oliveira
Título Original: Análise da variação dos níveis de Interleucina 6 no pré-operatório e pós operatório em pacientes diabéticos com IMC < 35 submetidos a duodenal Switch parcial

Introdução: Os estudos relacionados à obesidade tem evidenciado uma associação com resistência a insulina, Diabetes Melittus tipo II (DM 2), hipertensão e conseqüentes complicações cardiovasculares, definindo essa somatória de comorbidades como Síndrome Metabólica. A descoberta que a obesidade é capaz de promover inflamação, sem os sinais cardinais clássicos, tem levado vários grupos de pesquisa a caracterizar os tipos celulares e o mecanismo envolvido neste processo. Objetivo: Avaliar a variação da hemoglobina glicada e a secreção da citocina inflamatória, Interleucina-6, em indivíduos diabéticos com IMC < 35 Kg/m² no pré e pós-operatório da técnica duodenal switch parcial. Casuística e Métodos: Oito pacientes foram avaliados antes e um ano após a operação e a variação da concentração da Interleucina-6 foi avaliada pela metodologia de ELISA. Tambem foi avaliada a variação da Hba1c. Resultados: A quantificação de Interleucina 6 apresentou um valor de 65,50436+/- 2,911993 pg/mL em média e desvio padrão para os pacientes anterior ao tratamento e 39,47739+ 3,410057 pg/ml pós – tratamento. A avaliação estatística foi realizada com Test T de Student para amostras pareadas com p <0,05. A HbA1c apresentou média de 10.67 no pré-operatório e 5.8 % após 1 ano. Conclusão: A cirurgia duodenal switch parcial foi capaz de, um ano após o procedimento, normalizar a hemoglobina glicada em pacientes diabéticos com IMC < 35 Kg/m2 e diminuir os efeitos da inflamação crônica demonstrado pela diminuição da concentração da Interleucina-6 plasmática.

Arquivo para download

Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Luciano+Dias+de+Oliveira+Reis

 

 

 

DOUTORADO

Autor: Carlos Hespanha Marinho Junior
Título Original: Avaliação dos efeitos cicatriciais após reversão da clipagem do nervo simpático cervical de coelhos

Introdução: O tratamento cirúrgico da hiperidrose pela simpatectomia torácica trouxe, além do alívio sintomático para muitos, também seu principal efeito adverso, o suor compensatório ou reflexo. A técnica de clipagem do nervo simpático no lugar de sua secção deu margem à esperança de reversão do procedimento, porém os resultados positivos mostram-se bastante divergentes, evidenciando a carência acadêmica no que se refere ao estudo deste fenômeno. Objetivo: Observar micro e macroscopicamente a lesão provocada pelo clipe de polímero em nervo simpático de coelhos sete dias após sua clipagem, comparando-a com os achados após três semanas da retirada do clipe. Material e método: Estudo experimental, com amostra formada por 20 coelhos, divididos em dois grupos de 10, sendo o grupo 1 chamado clipagem e o 2, desclipagem. Todos foram submetidos à clipagem do nervo simpático cervical direito com clipe polimérico, e no grupo 2 realizou-se a desclipagem do nervo 7 dias após. Os coelhos do grupo 1 foram induzidos à morte no 7º dia de pós-operatório, e os do grupo 2 no 21º dia após a remoção do clipe de polímero. Observou-se à macroscopia: aspecto do clipe, presença de lesão de descontinuidade, infecção e aderências ao redor do nervo. Para estudo microscópico utilizou-se a coloração de hematoxilina-eosina na avaliação das fases e grau do processo inflamatório e presença de necrose, e a de Picrosirius red F3BA para quantificação de colágeno. Foi empregado o teste t nas comparações dos colágenos tipo I e tipo III entre os grupos e o teste de Fisher para se comparar as variáveis macroscópicas, o grau do processo inflamatório e presença de necrose. Fixou-se em 0,05 ou 5% o índice para significância estatística. Resultados: O nervo simpático cervical foi identificado íntegro, sem necrose ou infecção em todos os animais do experimento; havia aderências em ambos os grupos, sendo mínimas em 8 animais de cada grupo e moderadas ou intensas em 2; em toda a amostra o clipe encontrava-se completamente fechado no 7º dia de pós-operatório; o processo inflamatório presente foi do tipo crônico, com predomínio monomorfonuclear, não se observando diferença significativa em relação ao grau do processo inflamatório entre os grupos (p 0,5), porém a quantidade de colágeno tanto do tipo I quanto do tipo III em micrômetro quadrado foi significativamente maior no grupo 2 (p< 0,0001). Conclusões: a clipagem do nervo simpático cervical com clipe de polímero foi associada à presença de aderências predominantemente classificadas como mínimas e inalteradas após a retirada do clipe; processo inflamatório, do tipo crônico em discreta intensidade manteve-se presente mesmo após a remoção do clipe polimérico, porém as quantidades de fibras colágenas tanto do tipo I como do tipo III mostraram-se significativamente maiores nos nervos dos animais do grupo 2.

Arquivo para download

 

 

Autor: Octávio Antonio Azevedo da Costa Filho
Título Original: Expressão imunohistoquímica da metaloproteinase da Matriz 9 (MMP-9), fator de transformação do crescimento Beta (TGF- β) e Alfa Actina do músculo liso (α-AML) na cicatrização da aponeurose da parede abdominal de ratos com bisturi de lâmina fria e com bisturi harmônico ultrassônico

Introdução: Com o avanço tecnológico, procedimentos de incisão e hemostasia são realizados com os mais diversos tipos de aparelhos, em um vasto número de operações, com o objetivo de proporcionar hemostasia eficiente bem como um reduzido tempo cirúrgico, sem prejuízo à cicatrização tecidual. Objetivo: Avaliar a evolução macro e microscópica do processo de cicatrização de feridas com o bisturi harmônico ultrassônico (BHU) na aponeurose média dos músculos reto abdominal de ratos e compará-la às feitas com bisturi de lâmina fria (BLF). Material e Método: Foram utilizados 80 ratos da linhagem Wistar, divididos em dois grupos, que sofreram incisões medianas em aponeurose na junção dos retos abdominais com BLF e BHU, respectivamente em cada grupo. As avaliações macro e microscópicas foram realizadas em subgrupos de 10 animais, nos 3º,7º,14º e 21º dias. Após a retirada da parede abdominal anterior de cada rato.Para análise macroscópica se utilizou a inspeção da ferida operatória antes e após a morte dos animais e a análise microscópica, utilizou-se o método imuno-histoquímico, metaloproteinase da matriz 9 (MMP-9), fator de transformação do crescimento beta (TGF- β) e alfa actina do músculo liso (α-AML) em ambas as incisões e sua evolução, nas amostras do 3º, 7º, 14º e 21º dias .E com a técnica de Sirius Red , a formação de colágeno Tipo I e III. Os dados foram submetidos a análise estatística com teste t de Student, para análise imuno-histoquímica, para o estudo de hematomas,infecções,deiscências e aderências foi realizado o teste Qui-quadrado. Para a análise da variância do tipo de colágeno e sua concentração foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney.Resultados: Á macroscopia, as complicações estudadas não apresentaram diferença estatística. A análise imuno-histoquímica pela MMP-9 , foi mais intensa no grupo BHU, aos 3º e 7º dias, sem diferença ao 14º dia, e menor ao 21º dia (p< 0,05). Em Relação a TGF β, teve sua expressão menor no grupo BHU aos 14º e 21º dias , sem diferença estatística aos 3º e 7º dias (p< 0,05). A expressão de α-AML se apresentou mais elevada, no grupo BHU ao 14º dia e se manteve semelhante ao 3º,7º e 21º dias (p< 0,05).Em relação à deposição de colágeno, não foi encontrada alteração quanto à deposição de colágeno tipo I, e uma deposição maior de colágeno tipo III nos animais submetidos ao corte com BHU, sendo esta maior ao 3°, 21° dias e no geral, ao 7º dia a deposição foi maior no grupo com BLF, ao 14° dia foi semelhante em ambos os grupos (p<0,001). Conclusões: A utilização do BHU comparado ao BLF apresenta uma maior área de lesão no momento da incisão; assim como levou ao atraso do processo de regeneração e maturação das cicatrizes.

Arquivo para download

 

Autor: Manoel Alberto Prestes
Título Original: Cicatrização de feridas por segunda intenção em dorso de ratos utilizando curativo com prata iônica e nanocristalina

INTRODUÇÃO: A cicatrização por segunda intenção ocorre em lesões abertas, grandes e de espessura total com perda de tecido mole. Estas feridas levam mais tempo para cicatrizar e o processo é muito mais lento. A prata, segundo a literatura, promove a precocidade do processo de cicatrização destas feridas. OBJETIVO: Avaliar a cicatrização por segunda intenção de feridas em dorso de ratos, utilizando curativos de prata iônica e nanocristalina, através da aferição macroscópica da contração da ferida, pela medida do diâmetro das lesões; avaliação microscópica utilizando a coloração de HE para observação do processo inflamatório quanto à intensidade; utilizando a coloração de picrosirius red para a quantificação do colágeno tipo I e III e análise imunoistoquímica utilizando o CD34 para avaliar a angiogênese. MATERIAL E MÉTODO: Foram utilizados 60 ratos Wistar, nos quais realizaram-se feridas cirúrgicas com punch de 8 mm de diâmetro. Em 30 ratos foram confeccionadas 2 lesões diametralmente opostas nos dorsos dos animais dos grupos prata nanocristalina (PN) e controle (AD). Na lesão do lado direito foi utilizado curativo com prata nanocristalina e na do lado esquerdo, curativo com água destilada (AD). No outro grupo de 30 ratos, foi realizada apenas uma lesão com o punch no lado esquerdo e curativo com prata iônica (PI). Os grupos foram divididos em subgrupos conforme o dia da morte (7, 14 e 21 dias). Para a avaliação macroscópica, foram tomadas as medidas dos diâmetros das lesões para estudar a contração das feridas. Microscopicamente foi utilizada a coloração HE, através da qual foi observado o processo inflamatório. Com a coloração de picrosirius red, foi quantificado o colágeno tipo I e tipo III. Através do CD34 foi realizada avaliação imunoistoquímica para estudo da angiogênese. Para a análise estatística foram considerados os testes não paramétricos de Mann-Whitney (grupos independentes) ou de Wilcoxon (grupos pareados). Valores de p<0,05 indicam significância estatística. RESULTADOS: Macroscopicamente, através das aferições dos diâmetros das lesões, os grupos PN e PI apresentaram melhores resultados que o grupo AD (p<0,05) nos subgrupos 7 e 21 dias. Microscopicamente, a coloração HE, mostrou a variável intensidade da inflamação mais acentuada (p=0,006) no grupo AD, subgrupo 7 dias; com a coloração de picrosirius red, o colágeno tipo I, grupo PI, apresentou maior quantificação nos subgrupos 14 e 21 dias (p<0,001) e o tipo III, maior quantificação no grupo PN, nos subgrupos 14 e 21 dias (p<0,041). Em relação à análise imunoistoquímica com a utilização do CD34, o grupo PN e PI apresentaram melhores resultados (p<0,001) que o grupo AD, no subgrupo 21 dias. CONCLUSÃO: Em relação à contração da ferida, os grupos PN e PI apresentaram melhores resultados que o grupo AD; a coloração HE mostrou maior intensidade inflamatória no grupo AD, subgrupo 7 dias; a coloração picrosirius red o grupo PI mostrou maior quantificação do colágeno tipo I e o grupo PN mostrou maior quantificação do tipo III nos subgrupos 14 e 21 dias A análise imunoistoquímica com o marcador CD34 mostrou maior angiogênese nos grupos PN e PI no subgrupo 21 dias.

Arquivo para download

 

Autor: Marcelo Tizzot Miguel
Título Original: Avaliação do endoleak no tratamento endovascular do aneurisma da aorta abdominal infra-renal

Introdução: Os aneurismas da aorta abdominal infra-renal são responsáveis por mais de 15.000 mortes por ano nos Estados Unidos e sua incidência vem aumentando em números absolutos. Assim como surge uma nova técnica cirúrgica, surgem complicações próprias a esse tratamento. Das complicações do tratamento endovascular, o endoleak deve receber atenção especial, uma vez o que a sua ocorrência implica no risco de ruptura do aneurisma e estes índices são significativos. Objetivos: avaliar o tratamento endovascular do aneurisma de aorta abdominal infra-renal, analisando-se: a amostra quanto ao sexo e a idade média; o tamanho do diâmetro do aneurisma e o tamanho do colo proximal; a relação com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, tabagismo e dislipidemia; a incidência do endoleak, e; identificar, dentre os fatores de risco, aqueles que interferem na ocorrência do endoleak. Casuística e método: foi realizado no Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital Universitário de Curitiba/PR, no período compreendido entre janeiro de 2005 e dezembro de 2015, e no serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital do Rocio – Campo Largo/PR, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015, de maneira prospectiva. A amostra final foi constituída de 155 pacientes submetidos ao tratamento endovascular do aneurisma da aorta abdominal infra-renal, e que tiveram um ano de acompanhamento através de método de imagem. Todos os pacientes, obrigatoriamente, foram submetidos a angiotomografia computadorizada no pré-operatório para definição da tática operatória. Para o acompanhamento rotineiro utilizou-se o ultrassom eco-Doppler e a angiotomografia computadorizada como métodos de imagem. Foi protocolado exame de imagem em 30 dias após a cirurgia, 3 meses, 6 meses e 1 ano. Resultados:  a maioria dos pacientes era do sexo masculino (79,40%), sendo a idade média de 68,1 anos. Dos fatores de risco estudados a hipertensão arterial esteve presente em 66,50%, o diabetes mellitus em 23,20%, o tabagismo em 74,20% e a dislipidemia em 46,50% dos pacientes. O diâmetro médio da aorta foi de 63,3mm e o colo proximal médio de 20,6mm. O endoleak foi encontrado em 18,10% dos pacientes. Sendo o tipo mais comum o tipo IB (35,7%) e tipo II (35,7%), seguido do tipo IA  (21,4%) e por último o tipo IV (7,2%). Conclusões: na amostra há prevalência de homens com idade média de 68,1 anos; sendo o diâmetro médio do aneurisma de 63,6 mm e o tamanho médio do colo proximal de 20,6 mm. O fator de risco mais incidente foi o tabagismo, seguido pela hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, e o diabetes mellitus. A incidência de endoleak foi de 18,1% na amostra. Nenhum fator de risco apresentou influência significativa na ocorrência do endoleak.

Arquivo para download

 

 

Autor: Rodrigo Beraldi Kormann
Título Original: Nova resina acrílica para implante orbitário na reconstrução da cavidade anoftálmica

OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo avaliar o comportamento da resina FullCure 720® como implante orbitário, para o reparo de cavidades anoftálmicas em seres humanos. MATERIAL E MÉTODOS: Os implantes foram confeccionados por uma máquina de prototipagem rápida (Eden 250®). Foram operados 10 pacientes provenientes do ambulatório de oftalmologia do Hospital de Olhos do Paraná e do Hospital Evangélico de Curitiba. Avaliou-se a resposta clínica dos pacientes, toxicidade sistêmica analisada por exames bioquímicos, o tamanho e a localização dos implantes orbitários através de exame de imagem. Os pacientes foram selecionados através de um protocolo específico e devidamente orientados sobre o estudo. Depois de realizada a evisceração, era implantado uma esfera de resina FullCure 720® na cavidade escleral de tamanho adequado. Os pacientes foram acompanhados durante o período de um ano, onde avaliou-se as condições clínicas e sinais como: hiperemia conjuntival, secreção ocular, quemose, exposição ou extrusão do implante orbitário. A tomografia computadorizada de órbitas foi solicitada com dois e 12 meses de pós-operatório, e novos exames bioquímicos foram solicitados um ano após a cirurgia para avaliar alguma toxicidade sistêmica inerente ao material. RESULTADOS: Todos os pacientes tiveram as condições clínicas consideradas normais, com sintomas e sinais dentro da normalidade para este tipo de procedimento cirúrgico. Não houve casos de extrusões do implante orbitário e os exames complementares foram considerados normais. CONCLUSÃO: O implante orbitário de resina FullCure 720® foi tolerado aos pacientes submetidos à evisceração.

Arquivo para download

 

Contato / Localização

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PRINCÍPIOS DA CIRURGIA

 

  • Alameda Algusto Stellfeld, 1980
    Bigorrilho - Curitiba / PR
    CEP: 80730-150
  • Fone: +55 41 3240-5488
  • E-mail: ipemppg@fepar.edu.br

Hora Local

Sábado, 29 Fevereiro 2020

Previsão do Tempo

Trovoadas

27°C

Curitiba

Trovoadas

Umidade: 65%

Vento: 33.80 km/h

  • 03 Jan 2019

    Trovoadas 30°C 21°C

  • 04 Jan 2019

    Trovoadas 28°C 20°C

Topo