Teses / Dissertações 2017 - 2019

 

MESTRADO

Autor: Elisa Beatriz Dalledone Siqueira
Título Original: Utilização de Membrana Celulósica Porosa no Tratamento do Loxoscelismo Cutâneo em Modelo Animal

Introdução: Acidentes por animais peçonhentos são um problema de saúde pública crescente no Brasil, e dentre esses destacam-se os casos de picadas pelas aranhas Loxosceles sp. Do total de casos de Loxoscelismo, notificados no ano de 2017 pelo Sinan, mais de 80% ocorreram no estado do Paraná. O grande desafio dos acidentes por essa aranha é o correto manejo clínico das dermonecroses por meio da utilização dos mais diversos tipos de curativos. Objetivo: Avaliar comparativamente as alterações do processo cicatricial, utilizando-se como curativo a membrana de celulose bacteriana porosa e o curativo convencional com gaze hidrófila de algodão nas lesões cutâneas (dermonecroses), provocadas pela inoculação do veneno de aranhas, Loxosceles intermedia, na pele do dorso de coelhos. Material e Método: Estudo experimental com 20 coelhos (Oryctolagus Cuniculos) machos, divididos em 2 grupos de 10 animais cada – Grupo Controle (GC) e Grupo Membrana (GM). Os animais foram submetidos a inoculação subcutânea de 2 DMN de veneno da aranha Loxosceles Intermedia no dorso. Foi realizado curativo no GC com gaze hidrófila de algodão e no GM com membrana porosa de celulose bacteriana. Os grupos foram subdivididos em GC1 e GM1 – morte com 7 dias e GC2 e GM2 –morte com 14 dias. Parâmetros macroscópicos como a coloração da ferida e área da lesão foram analisados. Na microscopia, a reepitelização foi avaliada pela coloração de hematoxilina eosina, a colagenização por pigmento de picrosirius e a avaliação do tecido conjuntivo pela coloração de tricrômico de Masson. Para avaliação estatística da cor da ferida, reepitelização e colagenização, foi aplicado o teste de Fisher e para a aferição do tamanho da lesão foi realizado o teste de Mann Whitney. Resultados: A análise macroscópica referente a cor do fundo da ferida e redução da lesão não mostrou diferença estatística entre os grupos no 7.o dia de avaliação. Porém no 14.o dia, o GM demonstrou uma cicatrização mais rápida em relação ao GC, com significância estatística. Na análise da redução das lesões observou-se que com 14 dias o GM apresentou uma maior diminuição da área da lesão. Com relação a análise histológica, a reepitelização, observou-se uma tendência de maior epitelização no 14.o dia no GM em relação ao GC. Na análise da colagenização, o GM apresentou fibras colágenas maduras no 14.o dia, enquanto o GC apresentou fibras colagens imaturas. Conclusão: Macroscopicamente, não houve diferença estatística entre GC e GM. Os resultados do grupo GM favorecem uma maior reorganização do colágeno, reepitelização parcial das lesões e diminuição do tempo de cicatrização.

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Autor: Rodrigo Dias da Costa
Título Original: O Papel da Ecoendoscopia Convencional nas Decisões Terapêuticas em Pacientes com Tumores Neuroendócrinos Gastrointestinais

Introdução: Os tumores neuroendócrinos gastrointestinais (TNE-g) são raros e apresentam-se como tumores subepiteliais ou polipóides. O diagnóstico preciso e principalmente a indicação do tipo de tratamento ainda é controverso. O objetivo desse trabalho foi determinar a eficácia da ecoendoscopia (EE) para estadiar TNE-g identificados pela endoscopia com a finalidade de indicar a melhor forma de tratamento, endoscópico e/ou cirúrgico, além de avaliar os resultados da remoção endoscópica no seguimento de médio prazo. Método: Incluímos 27 pacientes todos submetidos à ecoendoscopia para estadiamento TN do TNE-g, para indicar ou não a ressecção endoscópica. As variáveis estudadas foram: tamanho, camada de origem, grau de invasão tissular e a presença de nódulos linfáticos (NL) perilesionais. Excluímos os TNE-g > 2,0 cm, que infiltravam a muscular própria, com NL perilesionais e metástases à distância. A ressecção endoscópica foi feita com alça de polipectomia, mucosectomia após injeção de solução salina ou após a ligadura com banda elástica. O estudo anatomopatológico dos espécimes incluiu a avaliação das margens e o estudo imunoistoquímico (cromogranina, sinaptofisina e Ki 67) para classificar o TNE-g. O seguimento dos pacientes foi realizado com 1, 6 e 12 meses. Resultados: Nesse estudo realizou-se 15 polipectomias com alça diatérmica, 5 mucosectomias com injeção de solução salina e 3 mucosectomias após a ligadura com banda elástica, os 4 pacientes restantes foram encaminhados ao serviço de cirurgia, pois enquadravam-se nos critérios de exclusão.. A cromogranina e a sinaptofisina foram positivas, enquanto o Ki 67 foi menor que 5% em todos os casos. No seguimento, observou-se três casos de recidiva da doença. A média de tamanho dos tumores no estômago foi de 7,6 mm e no duodeno 7,2 mm. Dos parâmetros incluídos na avaliação pela EE as lesões bem descritas como hipoecoicas e homogêneas ocorreram em 75% dos casos; as pertencentes à camada mucosa 80% e as da mucosa profunda e submucosa 70% dos casos. Conclusões: A EE mostrou ser bom método para o estudo dos TNE-g podendo identificar a camada acometida pela neoplasia, determinar o grau de invasão, a ecogeneicidade, heterogeneidade, tamanho da lesão e acometimento linfonodal perilesional, trazendo benefícios à aplicabilidade ou não do tratamento endoscópico.

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DOUTORADO

Autor: Guido Assis Cachuba de Sá Ribeiro
Título Original: Análise da relação entre a lactacidemia, força muscular e composição corporal entre o pré e o pós-operatório de bypass gástrico em Y de Roux em mulheres.

Resumo: O lactato é um composto produzido naturalmente no corpo humano, sendo o produto final do metabolismo da glicose. A lactacidemia se caracteriza pelos níveis séricos de lactato encontrados no sangue e nos músculos. O objetivo deste estudo foi verificar se há pertinência na verificação dos valores séricos do lactato capilar em repouso nos exames de rotina no pré e no pós-operatório nos indivíduos selecionados para a cirurgia de Derivação Gastrojejunal em Y-de-Roux, por meio da correlação desses valores com os componentes da composição corporal e da força muscular generalizada. Métodos: este estudo foi realizado no Instituto Paulo Nassif com as pacientes oriundas do serviço de cirurgia bariátrica do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie de Curitiba. A amostra constou de 21 pacientes do sexo feminino com a faixa etária mínima de 18 e máxima de 55 anos com o (IMC) índice de massa corporal entre 36,6 e 56,7 kg/m². Foram avaliados os níveis de lactato em repouso basal, componentes corporais e a força de preensão manual, membros inferiores e lombares nas pacientes obesas, quatro meses antes e quatro meses após o procedimento cirúrgico de Derivação Gastrojejunal em Y-de-Roux. Resultados: Neste estudo, ao analisarmos pareadamente a lactacidemia, os valores absolutos não se apresentaram significativos estatisticamente (p≤0,05). Mas quando foram relacionados a valores normativos parametricamente, 71,4% da amostra pré-operatória apresentou valores acima do normal, enquanto 28,57% apresentaram valores normais dos níveis de lactato. No pós-operatório 57% apresentaram valores acima do normal, 19% valores normais e 24% abaixo dos valores de referência. Houve uma redução média de 20,8% na lactacidemia. A relação entre a gordura total e o percentual de gordura também diminuiu, mas ambas se encontraram ainda acima dos valores de referência. Houve um aumento médio da massa muscular em 6,4%, mas o somatório de forças absolutas se demostrou significativo (p≤0,05) na perda de força, com diminuição média de 19%. Conclusão: na amostra envolvida na presente pesquisa, levando em consideração os métodos utilizados e os estudos pregressos envolvidos, é possível interpretar como se comportarão as características da força e da composição corporal no pós-operatório de cirurgia bariátrica pela técnica de Derivação Gastrojejunal em Y-de-Roux em mulheres, a partir dos valores pré-operatórios de lactato capilar basal, permitindo que sua captação possa fazer parte da rotina pré-operatória nas cirurgias bariátricas.

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Autor: Carlos Alberto Lima Utrabo
Título Original: Estudo experimental comparativo entre as telas de polipropileno microporoso, polipropileno/poliglecaprone e polipropileno macroporoso utilizadas na correção de defeito na parede abdominal de ratos.

 

Introdução. O reparo de defeitos da parede abdominal é uma das cirurgias mais realizadas na atualidade. Com o aumento considerável de novas telas para utilização no tratamento das hérnias, existe uma incessante busca pela tela ideal. O uso de telas apresenta, em alguns casos, risco de infecção, seroma, fístula, dor crônica, e de retração da parede tratada. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar o processo de cicatrização de defeito produzido em parede abdominal de ratos comparando-se o reparo com a utilização das telas polipropileno microporosa, polipropileno/poliglecaprone macroporosa e polipropileno macroporosa, avaliando-se a parede abdominal tratada no 30º, 60º e no 120º dia de pós-operatório visando: avaliação macroscópica, avaliação tensiométrica, e avaliação microscópica. Material e método: Foram utilizados 90 ratos da raça Wistar (Rattus norvergicus albinus), machos, adultos jovens, com três meses com peso variando de 280 a 300 gramas. Os animais foram distribuídos em três grupos de trinta ratos. Cada grupo foi dividido em três subgrupos de 10 ratos, que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos semelhantes, com lesão da parede abdominal, mantendo a integridade do peritônio parietal e correção utilizando as telas estudadas. Realizou-se a eutanásia aos 30,60 e 120 dias de pós-operatório. Os segmentos parede abdominal dos animais foram submetidos à análise tensiométrica, histológica com utilização de hematoxilina/eosina e tricômio de Masson, imunoistoquímica, e avaliação do colágeno com o picrossírius Red. Resultados: O presente estudo demonstrou uma maior resistência dos tecidos reparados, nas telas macroporosas em relação às telas microporosas. O escore do processo inflamatório demonstrou prevalência significativa de processo subagudo no início e no final do estudo. Nas telas microporosas o encapsulamento é em bloco e nas telas macroporosas o encapsulamento é prevalentemente filamentar. O estudo imunoistoquímico com o marcador MMP9 teve redução constante durante todo o período de estudo no grupo G2 (polipropileno/poliglecaprone). Conclusão: As telas mais resistentes ao final do estudo foram as telas macroporosas. Nas telas microporosas o encapsulamento é em bloco e nas macroporosas prevalece o encapsulamento filamentar. Todas as telas estudadas mostraram resistência suficiente para a manutenção da correção do defeito de parede no período avaliado.

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Contato / Localização

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PRINCÍPIOS DA CIRURGIA

 

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